Saúde

Estudo internacional associa atividade física à redução do risco de depressão

Pesquisa conduzida na China reforça papel preventivo do exercício físico sobre a saúde emocional em meio à campanha nacional de conscientização sobre saúde mental

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Janeiro Branco: estudo internacional associa atividade física à redução do risco de depressão

Um estudo preliminar desenvolvido pelo Hospital Huashan, da Universidade Fudan, em Xangai, identificou que a prática regular de atividade física está associada à redução consistente do risco de depressão e de outros transtornos mentais. De acordo com os pesquisadores, os exercícios atuam na regulação do humor, na diminuição de marcadores fisiológicos de estresse e no fortalecimento de mecanismos biológicos ligados ao equilíbrio emocional.

Os dados ganham maior visibilidade em janeiro, período marcado pela campanha do Janeiro Branco, voltada à conscientização sobre saúde mental e à importância de ações preventivas. A iniciativa busca ampliar o debate público sobre bem-estar emocional e estimular hábitos de autocuidado em um momento do ano tradicionalmente associado à retomada de rotinas e à revisão de metas pessoais.

Segundo a educadora física Aline Turazzi, diretora de operações da rede Azzurro Fitness, o estudo reforça a compreensão do exercício físico como uma ferramenta preventiva acessível.

“A atividade física regular não apenas contribui para o condicionamento, mas influencia diretamente o humor, a resposta ao estresse e a estabilidade emocional. É uma intervenção acessível e com impacto real no bem-estar”, afirma.

De acordo com ela, o efeito protetor apontado pela pesquisa está relacionado à liberação de neurotransmissores como endorfina, dopamina e serotonina, substâncias associadas à sensação de prazer, disposição e regulação emocional.

“O treino melhora o sono, reduz a tensão fisiológica e cria um ambiente interno mais resistente a quadros depressivos e ansiosos”, explica.

Aline também destaca que o contexto em que a atividade é realizada interfere nos resultados. “Quando o aluno encontra acolhimento, segurança e acompanhamento próximo, a atividade física se torna sustentável. Isso fortalece a adesão e a percepção de que o exercício é um cuidado de saúde, não uma pressão estética”, diz.

Ela observa ainda que os efeitos emocionais costumam surgir antes das transformações corporais visíveis. “É comum perceber mais energia, clareza mental e maior capacidade de lidar com as demandas do dia. Essa resposta rápida é um dos fatores que tornam o exercício relevante para o bem-estar emocional”, pontua.

No contexto do Janeiro Branco, a educadora defende a construção de hábitos realistas.

“A rotina precisa ser gradual e possível. A constância se estabelece quando o exercício passa a fazer sentido para a pessoa, não quando é encarado como obrigação”, conclui.

Embora o estudo seja preliminar e não substitua acompanhamento médico ou psicológico, os resultados se somam a um conjunto crescente de evidências científicas que apontam a atividade física como aliada importante na prevenção de transtornos mentais. Em cidades como São José dos Campos, onde a rotina urbana, o trânsito e a pressão profissional impactam diretamente a saúde emocional da população, o tema deixa de ser abstrato e passa a fazer parte do cotidiano.

Foto de capa: Divulgação

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Escrito por
Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista e editor do Diário de São José. Atua na cobertura de temas ligados à cidade, com foco em jornalismo local, análise e contexto sobre os fatos que impactam o cotidiano de São José dos Campos e região.

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