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Crateras do Jardim Imperial: obra de R$ 6,7 milhões começa na quinta-feira (9) e terá prazo de execução de 15 meses

Empresa Terrax tem 15 meses para construir nova galeria de águas pluviais na Rua Felisbina de Souza Machado; canteiro começa a ser montado nesta quinta (9)

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Erosão abre novo ponto de risco no Jardim Imperial e força início de obras emergenciais

A Prefeitura de São José dos Campos assinou, na tarde desta quarta-feira (8), a ordem de serviço que dá partida à construção de uma nova galeria de águas pluviais na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, Zona Sul. O contrato foi firmado com a empresa Terrax pelo valor de R$ 6,7 milhões — abaixo do teto de R$ 8 milhões previsto no edital licitado em março — e estabelece prazo de 15 meses para a conclusão dos trabalhos.

A intervenção é a resposta da administração municipal a um histórico de afundamentos que se agravou de forma crítica no início de 2026, quando duas crateras de grandes dimensões se abriram na mesma via em menos de duas semanas, forçando a retirada de 156 moradores de suas casas.

Nesta quinta-feira (9), a Terrax deve instalar o canteiro de obras e mobilizar os equipamentos necessários ao início das intervenções.

Dois afundamentos em menos de duas semanas no Jardim Imperial

A rua do Jardim Imperial convive com instabilidade do solo há cerca de 15 anos, segundo informações da Prefeitura, mas o problema atingiu outro patamar em janeiro. No dia 27 daquele mês, o cruzamento com a Rua Roberto Baranoy cedeu e uma cratera engoliu um caminhão carregado com aproximadamente 10 toneladas de blocos de concreto.

Onze dias depois, em 7 de fevereiro, um segundo afundamento surgiu a cerca de 250 metros do primeiro ponto, após período de chuvas intensas. A nova erosão interditou quatro casas e o Residencial Jardins de Sevilha, prédio com 34 apartamentos localizado nas imediações, e derrubou um poste de energia elétrica. Moradores precisaram sair às pressas, carregando roupas, documentos e eletrodomésticos em sacos e lençóis.

Ao todo, 156 pessoas foram desalojadas no Jardim Imperial e a via permanece sob monitoramento desde então.

Concessionárias atuaram emergencialmente

Após os afundamentos, as concessionárias de serviços públicos que operam na região realizaram intervenções emergenciais. A Sabesp fez adaptações nas tubulações para garantir o abastecimento de água nos imóveis afetados, mas informou que a galeria rompida não é de sua responsabilidade. A EDP substituiu postes e recompôs a rede elétrica na área. Já a Comgás suspendeu o fornecimento de gás nas edificações interditadas como medida de segurança.

Nova galeria como solução definitiva

A construção da nova galeria de águas pluviais do Jardim Imperial é tratada pela Prefeitura como a solução estrutural para o problema. Com a obra, a expectativa é eliminar a causa raiz dos afundamentos, que está ligada à infraestrutura de drenagem da via.

Foto de capa: Divulgação/PMSJC

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Escrito por
Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista e editor do Diário de São José. Atua na cobertura de temas ligados à cidade, com foco em jornalismo local, análise e contexto sobre os fatos que impactam o cotidiano de São José dos Campos e região.

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