As 34 famílias que estavam fora de casa desde o dia 7 começaram a retornar aos apartamentos do prédio interditado no Jardim Imperial, na região sul de São José dos Campos, na manhã deste domingo (15).
O edifício havia sido desocupado por medida de segurança após a erosão provocada pelo rompimento da galeria de águas pluviais na Rua Felisbina de Souza Machado. O problema causou afundamento do solo ao lado da edificação e levou à interdição preventiva do prédio e de quatro casas vizinhas.
Segundo a Prefeitura, a Defesa Civil liberou o retorno após vistoria estrutural e estabilização da área. Os serviços de água, energia elétrica, gás e esgoto foram restabelecidos antes da reocupação.
O que foi feito e o que ainda falta
A erosão foi atribuída à corrosão de um tubo metálico da galeria de drenagem, o que provocou o colapso do solo. A obra emergencial de estabilização do talude foi executada pela Urbam e concluída antes do prazo inicialmente previsto, segundo a administração municipal.
Apesar da liberação do prédio, a recuperação completa da galeria ainda envolve etapas técnicas em andamento. Entre elas estão a contenção das erosões, preenchimento dos vazios no subsolo e a implantação de uma nova galeria pelo método não destrutivo, paralela à estrutura que colapsou.
Também estão previstos serviços de topografia, inspeção robótica da tubulação e vistorias cautelares em imóveis vizinhos.
As quatro residências interditadas na mesma área seguem desocupadas, e as famílias continuam acolhidas por parentes até nova avaliação técnica.
O retorno ao prédio encerra a fase mais crítica para os moradores do edifício, mas não significa que o problema estrutural esteja totalmente resolvido. A Rua Felisbina de Souza Machado ainda passa por intervenções, e o monitoramento da área continua.
Foto de capa: Divulgação/PMSJC
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