O homem suspeito de matar a ex-companheira Thalita de Arantes Lima, de 41 anos, foi preso na noite desta terça-feira (5) no terminal rodoviário de Aparecida, após descer de um ônibus procedente de Resende, no Rio de Janeiro.
Wesley Sousa Ribeiro, de 31 anos, não resistiu à abordagem e foi encaminhado à delegacia em São José dos Campos, onde permanece à disposição da Justiça. A audiência de custódia estava prevista para esta quarta-feira (6).
Segundo a Polícia Civil, a Justiça havia decretado a prisão preventiva de Ribeiro por descumprimento de medida protetiva de urgência no âmbito da violência doméstica contra a vítima. O mandado foi expedido pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São José dos Campos.
O crime de feminicídio começou a se desenrolar quando o corpo de Thalita havia sido encontrado dentro de uma residência no bairro Majestic, em São José dos Campos, enrolado em um cobertor e já em estado de decomposição. A vítima estava desaparecida e era procurada pela família quando foi localizada. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) apontaram 13 lesões provocadas por arma branca.
Crime deve ser reclassificado como feminicídio
O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita. De acordo com o delegado responsável, a Polícia Civil pretende reclassificar a ocorrência e investigar o crime como feminicídio — modalidade prevista no artigo 121, parágrafo 2º, inciso VI do Código Penal, que qualifica o homicídio quando praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino, especialmente no contexto de violência doméstica.
Outros detalhes sobre a dinâmica do crime de feminicídio não foram divulgados pela polícia para não comprometer o andamento das investigações.
O suspeito não havia sido localizado para comentar até o fechamento desta edição.
Foto de capa: Divulgação/DDM
Nota de correção: uma versão anterior do título desta matéria afirmava como fato estabelecido o envolvimento do preso na morte de Thalita de Arantes Lima. O texto correto deve deixar claro que Wesley Sousa Ribeiro é suspeito do crime, que segue sob investigação da Polícia Civil, e que a sua culpa somente poderá ser declarada após o devido processo legal. O Diário de São José lamenta o erro e reafirma seu compromisso com a presunção de inocência e com os princípios do jornalismo ético e responsável.
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