O Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, em São José dos Campos, registrou no último fim de semana mais uma doação de órgãos, que beneficiará três pacientes que aguardavam na fila de transplantes. Foram captados o fígado e os dois rins, após a confirmação da morte encefálica de um jovem de 20 anos e a autorização da família.
O procedimento foi conduzido pela equipe médica da Organização de Procura de Órgãos (OPO), em parceria com profissionais do Hospital Municipal, seguindo os protocolos técnicos, éticos e legais estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.
Segundo o hospital, familiares e colaboradores da unidade formaram um corredor de aplausos durante o trajeto do doador entre a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o Centro Cirúrgico, onde foi realizada a captação.
Como funciona a doação de órgãos
A doação só pode ocorrer após a confirmação da morte encefálica, diagnóstico realizado conforme critérios definidos pela legislação brasileira.
Depois dessa confirmação, a família é informada sobre a possibilidade da doação. Havendo autorização formal, o hospital notifica a OPO, responsável por coordenar e viabilizar todo o processo de captação. No Vale do Paraíba, a organização que atende a região é vinculada à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Integrante do Sistema Nacional de Transplantes, a OPO atua em conjunto com a Central de Transplantes.
De acordo com o Hospital Municipal, o procedimento é seguro e depende exclusivamente da autorização da família. Por isso, a unidade orienta que as pessoas conversem sobre o assunto e manifestem ainda em vida o desejo de ser doador, o que facilita a decisão dos parentes.
Por determinação legal, a identidade dos doadores e dos pacientes transplantados é mantida em sigilo no Brasil. A medida, prevista na Lei de Transplantes, protege a privacidade das famílias, evita pressões emocionais e assegura que a distribuição dos órgãos ocorra com base em critérios técnicos e médicos.
Balanço do ano
Com esta captação, o Hospital Municipal soma cinco doações efetivadas em 2026, totalizando 28 órgãos e tecidos captados: três corações, dois pulmões, cinco fígados, dez rins e oito córneas.
Segundo o hospital, a unidade mantém neste ano taxa de aceite familiar em torno de 67%, índice que a instituição afirma estar acima da média nacional.
No Brasil, não existe registro formal de doador: a doação depende sempre da autorização da família. Por isso, o Ministério da Saúde e as instituições que atuam na área orientam que a pessoa comunique a decisão a parentes próximos ainda em vida.
Foto de capa: Divulgação
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