O Padre Márlon Múcio, morador de Taubaté e conhecido nacionalmente pela atuação religiosa e defesa das pessoas com doenças raras, está internado e sedado em um hospital de São José dos Campos. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (4) pela equipe do religioso nas redes sociais.
Em comunicado oficial, a equipe afirmou:
“Nosso querido Padre Márlon, tão amado por todos, encontra-se hospitalizado e sedado neste momento. Ele, que sempre foi instrumento da graça de Deus em nossas vidas, agora precisa sentir a força da nossa fé.”
O texto também convoca os fiéis a formarem uma corrente de oração e encerra com a frase: “A oração move o Céu”.
Até a última atualização, não havia detalhes sobre o motivo da nova internação.
Histórico clínico e doença rara
Padre Márlon convive com uma condição chamada Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), doença rara que afeta o sistema nervoso e pode provocar perda de audição, fraqueza muscular e dificuldades respiratórias.
Ele foi diagnosticado aos 45 anos, mas apresentou os primeiros sintomas ainda na infância, quando perdeu a audição aos 7 anos. Desde 2010, utiliza respirador de forma contínua e segue rotina intensa de tratamento, chegando a relatar o uso de cerca de 315 comprimidos por dia.
A gravidade do quadro levou a múltiplas internações nos últimos anos. Apenas em 2025, segundo relatos do próprio padre nas redes sociais, foram 21 atendimentos hospitalares, sendo oito deles em UTI.
Em dezembro, o religioso já havia sido internado na UTI após sentir fortes dores, com suspeita inicial de infarto. Na ocasião, os médicos investigavam se os sintomas estavam relacionados à doença rara ou a um possível problema cardíaco.
Atuação além do púlpito
Além da atividade religiosa, Padre Márlon tornou-se referência nacional na defesa de pessoas com doenças raras. Ele fundou a Comunidade Missão Sede Santos e também criou um hospital voltado ao atendimento de pacientes com doenças raras em Taubaté.
Autor de 45 livros e com cerca de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais, ele também foi protagonista do filme “Milagre Vivo”, que retrata sua trajetória de enfrentamento da doença.
Segundo o Ministério da Saúde, uma doença é considerada rara quando afeta menos de 1 a cada 2 mil pessoas. A estimativa é que aproximadamente 13 milhões de brasileiros convivam com algum tipo de doença rara.
Neste momento, a comunidade religiosa e seguidores aguardam atualização do quadro clínico.
Foto de capa: Divulgação
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