A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (14) a Operação Cúpula Financeira, com o objetivo de desarticular o que as autoridades descrevem como a estrutura financeira da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no Vale do Paraíba e no Litoral Norte paulista. Até o momento, três pessoas foram presas. A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), vinculada ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-1).
Os mandados foram cumpridos de forma simultânea em São José dos Campos, Guaratinguetá, Lorena, São Sebastião, Caraguatatuba e Praia Grande. A operação mobilizou 42 policiais e 19 viaturas. A Justiça expediu seis mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão.
Principal alvo foi preso em Praia Grande
Segundo a Polícia Civil, o principal investigado — apontado pelas autoridades como o responsável pelo setor financeiro da facção na região — foi preso em Praia Grande. De acordo com os investigadores, ele é morador de São José dos Campos. Os outros dois detidos foram abordados em Caraguatatuba e Guaratinguetá. Até a publicação desta matéria, as identidades dos presos não haviam sido divulgadas pela Polícia Civil.
Dois celulares foram apreendidos durante as diligências. Não houve apreensão de drogas. Os demais alvos da operação seguem sendo procurados.
Os crimes investigados são tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
Operação Cúpula Financeira: como a investigação começou em São José dos Campos
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início em 26 de fevereiro de 2025. De acordo com as autoridades, ela transportava R$ 7.790 em espécie — valor que, segundo os investigadores, apresentava odor de entorpecentes e seria entregue na cidade.
A abordagem teria gerado suspeitas sobre a circulação de recursos do tráfico e dado início ao monitoramento da estrutura criminosa.
Com o avanço das apurações, os investigadores afirmam ter identificado uma organização com divisão de tarefas para coleta, transporte, centralização e ocultação de dinheiro obtido com a venda de drogas. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava comunicação cifrada, linhas telefônicas registradas em nome de terceiros e rotinas operacionais para dissimular a origem ilícita dos recursos.
As investigações continuam para localizar os demais alvos da operação.
Com informações do G1 Vale do Paraíba e do OVale.
Foto de capa: Divulgação/Polícia Civil
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