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Greve na Urbam: empresa repudia paralisação, sindicato diz que pedido de negociação foi ignorado e prefeito acusa interferência política

Cerca de 2 mil trabalhadores da Urbam seguem em greve nesta segunda-feira (13); coleta de recicláveis e obras públicas permanecem paralisadas enquanto lados trocam acusações

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Greve na Urbam paralisa recicláveis e obras em SJC. Empresa aciona jurídico, sindicato diz que Justiça barrou pedido contra a greve e prefeito acusa interferência política. Veja.

A greve dos funcionários da Urbanizadora Municipal (Urbam) de São José dos Campos, iniciada na manhã desta segunda-feira (13), gerou uma sequência de notas, acusações e repercussão nas redes sociais ao longo do dia. De um lado, a empresa repudiou a paralisação e acionou o departamento jurídico. Do outro, o sindicato afirma que a Urbam se recusou a negociar e que a própria Justiça reconheceu a legitimidade do movimento. No meio, o prefeito Anderson Farias (PSD) acusou interferência político-partidária — e foi respondido publicamente por usuários nas redes sociais.

Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalhos Temporários, Terceirização e Serviços Gerais de São José dos Campos e Região (Seaac SJC), cerca de 2 mil trabalhadores aderiram espontaneamente à paralisação. As principais reivindicações são o reajuste no valor do vale-refeição e a progressão salarial da categoria. Com a greve, a coleta de lixo reciclável foi suspensa na cidade e obras públicas em andamento foram paralisadas, incluindo intervenções no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e no Mercado Municipal.

Urbam aciona jurídico e nega compactuar com a paralisação

Em nota oficial, a Urbam classificou o movimento como irresponsável e afirmou que trabalhadores que desejavam trabalhar estariam sendo impedidos por manifestantes ligados ao sindicato. A empresa informou que seu departamento jurídico adotará todas as medidas legais cabíveis e que já opera com plano de contingência para minimizar os impactos à população.

Sindicato rebate: Justiça confirmou legitimidade da greve

O diretor-presidente do Seaac SJC, José Roberto Souza Netto, refutou a versão da empresa em nota. Segundo Netto, a Urbam tentou impedir o movimento de greve por via judicial, mas teve o pedido indeferido.

“A empresa, ao invés de negociar, tentou impedir o movimento de greve por meio da Justiça, mas teve seu pedido indeferido, confirmando a legitimidade da mobilização dos trabalhadores. Não há irresponsabilidade do sindicato e trabalhadores, mas luta por direitos”, afirmou o dirigente.

O sindicato afirma ainda que todas as reivindicações são de conhecimento da Urbam e que a empresa simplesmente não negociou.

Prefeito fala em sindicato de partido político e promete medidas

O prefeito Anderson Farias se manifestou nas redes sociais afirmando acompanhar a situação de perto. Em sua nota, Farias disse respeitar o direito de manifestação, mas fez uma acusação direta ao movimento: “Não vou admitir sindicato de partido político prejudicando o trabalhador e tentando parar a cidade”, declarou, sem especificar a qual partido se referia.

O prefeito afirmou ainda que já determinou medidas para garantir a continuidade dos serviços de limpeza e disse estar aberto ao diálogo para uma solução equilibrada.

Redes sociais: população responde ao prefeito

A nota de Farias gerou respostas públicas. O usuário Leo Altieri questionou a afirmação de abertura ao diálogo. “O Sindserv já protocolou diversos pedidos de reunião para dialogar com o senhor, sem ser atendido. Tenho certeza que o Seaac e os trabalhadores da Urbam também devem ter requerido isso, sendo igualmente ignorados”, escreveu Altieri em comentário público.

A usuária Adriele Dancinguer, em comentário nas redes sociais, sugeriu que o prefeito ouvisse diretamente os funcionários. “É só o prefeito acompanhar de perto as queixas dos funcionários que verá tamanha falta de respeito com o colaborador”, escreveu, citando também demandas judiciais em curso.

O usuário Emiliano Borbastein foi além e criticou tanto o sindicato quanto o grupo político do prefeito. “Se de um lado tem um sindicato de um partido atrapalhando nossa vida como você diz, do outro lado temos um sindicato de vereadores que trabalham mais para seu grupo do que para o povo”, afirmou.

Sem acordo, a paralisação segue por tempo indeterminado. A URBAM afirmou que colocou um plano de contingência em ação para minimizar os efeitos da greve dos servidores.

Foto de capa: Reprodução/Redes Sociais

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Escrito por
Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista e editor do Diário de São José. Atua na cobertura de temas ligados à cidade, com foco em jornalismo local, análise e contexto sobre os fatos que impactam o cotidiano de São José dos Campos e região.

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