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Frente fria traz chuva e rajadas de vento ao Vale do Paraíba na sexta-feira

Antes da virada, o ar seco mantém a umidade abaixo de 30% até quinta; Inmet alerta para ventos de até 60 km/h com a chegada da frente fria na região

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A frente fria provocou instabilidades desde as primeiras horas da manhã. Em São José dos Campos, a chuva começou por volta das 6h

Uma frente fria deve avançar sobre o Vale do Paraíba na sexta-feira (7), trazendo pancadas de chuva e rajadas fortes de vento após dias de tempo seco. Até lá, a umidade relativa do ar segue em níveis baixos, podendo ficar abaixo de 30% nesta quarta-feira (5) e na quinta-feira (6).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém a região sob alerta de perigo potencial para ventos de até 60 km/h, com validade até as 23h59 de sexta-feira (7). Para esta quarta-feira, entre 10h e 22h, o órgão também mantém aviso de baixa umidade do ar, com variação entre 20% e 30%.

Ar seco até quinta-feira

Uma massa de ar seco continua predominando sobre o Vale do Paraíba, a Serra da Mantiqueira, a região bragantina e o Litoral Norte, mantendo a umidade em níveis baixos pelo menos até quinta-feira (6).

Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, o cenário é provocado por um sistema de alta pressão atmosférica que atua há vários dias sobre o Sudeste.

“Esse ar muito seco vem predominando já há alguns dias sobre a maioria das áreas do estado de São Paulo e deve persistir ainda, pelo menos até a próxima quinta-feira. E até lá, nós vamos ter níveis de umidade que podem baixar até um pouquinho de 30%, não só em áreas do Vale do Paraíba, mas na Serra da Mantiqueira e também na região da Bragantina”, afirmou.

De acordo com a meteorologista, a falta de chuva está relacionada à permanência desse sistema, que dificulta a formação de nuvens e mantém o tempo estável.

“A população precisa ter atenção nesta quarta, quinta-feira e mesmo na sexta-feira antes de começar a chover, porque até lá, especialmente nesta quarta e na quinta-feira, os níveis de umidade do ar podem inclusive baixar um pouco dos 30% na Região Bragantina, no Vale do Paraíba e também na região da Serra da Mantiqueira”, disse.

Veja os menores índices registrados na terça-feira (4):

Bragança Paulista: 25,9% (Ciiagro)
Taubaté: 32% (Inmet)
São Luiz do Paraitinga: 34% (Inmet)
Cachoeira Paulista: 35% (Inmet)
Campos do Jordão: 39% (Inmet)
São José dos Campos: 44% (estação do aeroporto)

O que esperar da frente fria

A previsão indica que a frente fria avança sobre o estado na sexta-feira, atingindo a faixa leste paulista, onde estão o Vale do Paraíba e o Litoral Norte. De acordo com a Climatempo, as rajadas podem começar a ganhar força já na quinta-feira, mas a maior preocupação é durante a passagem do sistema na sexta.

“Essa é uma frente fria que vai passar rapidamente. Há inclusive uma preocupação com fortes rajadas de vento novamente no leste do estado de São Paulo. Principalmente durante a sexta-feira, na passagem desta frente fria”, explicou Pegorim.

No sábado, ainda há previsão de pancadas de chuva. No domingo (9), uma segunda frente fria deve chegar ao estado. Para o Vale do Paraíba, a Serra da Mantiqueira, Bragança Paulista e o Litoral Norte, a chuva deve ocorrer principalmente entre o fim da tarde e a noite.

A primeira frente fria não deve provocar queda acentuada nas temperaturas. O resfriamento mais significativo é esperado apenas para a próxima semana, após a passagem do segundo sistema.

“A grande mudança em relação à temperatura vai ficar só para a semana que vem. Tem feito até um pouco de calor durante as tardes e aí na semana que vem a gente vai ter uma queda de temperatura”, afirmou a meteorologista.

A alteração no tempo está associada à formação de um ciclone extratropical que se desloca em direção ao sul do país, onde pode passar pelo processo de bombogênese — intensificação rápida que dá origem ao chamado ciclone-bomba, associado a tempestades. A expectativa é que isso ocorra sobre o oceano. Em outras regiões do estado, a ventania pode chegar a 100 km/h, segundo previsões do Climatempo.

Riscos e cuidados

Com os ventos, há possibilidade de queda de galhos de árvores, alagamentos pontuais, descargas elétricas e interrupções momentâneas no fornecimento de energia elétrica em pontos isolados.

O Inmet orienta que, em caso de rajadas, a população não se abrigue debaixo de árvores, pelo risco de queda e de descargas elétricas. O instituto recomenda ainda não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, além de evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados diretamente à tomada.

Enquanto o tempo seco persiste, a baixa umidade favorece infecções, doenças respiratórias, oscilação de pressão sanguínea, irritação ocular, alergias e ressecamento da pele e dos lábios. Manter a hidratação, abrigar-se do sol e evitar locais de grande aglomeração estão entre as recomendações. O tempo seco também favorece a propagação de queimadas, que podem se transformar em incêndios de grandes proporções.

Em 29 de julho, um vendaval atingiu o Litoral Norte de São Paulo e deixou um rastro de estragos nas quatro cidades da região, com quedas de árvores, destelhamentos, danos em estruturas, vias interditadas e interrupções em serviços, além de naufrágios e uma morte.

Em caso de ocorrências graves chame a Defesa Civil pelo 199 ou Corpo de Bombeiros pelo 193.

Foto de capa: Divulgação

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Escrito por
Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista e editor do Diário de São José. Atua na cobertura de temas ligados à cidade, com foco em jornalismo local, análise e contexto sobre os fatos que impactam o cotidiano de São José dos Campos e região.