O portal Metrópoles publicou nesta sexta-feira (20) que o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), e sua esposa, Vanessa Ramuth, são investigados pela Justiça de Andorra por suspeita de lavagem de US$ 1,6 milhão movimentados entre 2009 e 2011.
Segundo o site, a apuração teria como base um relatório da Unidade de Inteligência Financeira de Andorra que aponta indícios de “delito grave de branqueamento de capitais” devido à falta de comprovação da origem dos recursos depositados em conta no banco AndBank. De acordo com o que foi divulgado pelo Metrópoles, o dinheiro teria sido transferido de uma offshore panamenha chamada Visio Corporation LTD S.A., aberta em nome da esposa do vice-governador.
Ainda conforme a publicação, os valores teriam passado por “sociedades instrumentais das quais não existe nenhuma informação disponível” sediadas nos Estados Unidos e em Luxemburgo. O portal informou também que, em maio de 2023, a Justiça de Andorra bloqueou US$ 1,4 milhão encontrados na conta.
O Metrópoles destacou que o período investigado coincide com os anos de 2009 a 2011, quando Ramuth era secretário de Transportes de São José dos Campos, cidade que mais tarde governaria por dois mandatos antes de se tornar vice na chapa de Tarcísio de Freitas, em 2023.
A reportagem afirma que, no início de 2025, houve pedido de cooperação jurídica internacional ao Ministério da Justiça do Brasil, resultando em processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em outubro do ano passado, segundo o portal, Ramuth e a esposa teriam viajado a Andorra para prestar depoimento.
O que diz o vice-governador, segundo o portal
De acordo com o próprio Metrópoles, Ramuth afirmou que os recursos têm origem lícita e foram declarados à Receita Federal do Brasil. Em declaração ao site, o vice-governador disse: “Os recursos existem, têm origem lícita, inclusive anterior à minha trajetória política, e estão devidamente declarados”.
O portal também publicou que Ramuth justificou não ter declarado valores no exterior à Justiça Eleitoral em 2022 afirmando que a conta estaria em nome da offshore da esposa, e não em seu nome pessoal. Segundo a reportagem, ele contestou trecho do relatório que apontaria a conta como sendo do casal.
Ainda conforme divulgado pelo Metrópoles, a defesa do vice-governador pediu ao STJ o arquivamento da cooperação internacional, alegando que a investigação teria perdido objeto após os esclarecimentos prestados em Andorra.
Impacto político
Felício Ramuth é apontado hoje como o nome mais cotado para compor novamente a chapa de reeleição de Tarcísio de Freitas em 2026. A investigação, embora ainda sem acusação formal apresentada, ocorre em momento politicamente sensível.
Em São José dos Campos, onde Ramuth construiu sua trajetória política como prefeito, o tema tende a repercutir não apenas pela dimensão financeira do caso, mas pela coincidência do período investigado com sua atuação na administração municipal.
Até o momento, segundo o que foi publicado pelo portal, não há denúncia formal apresentada pela Justiça de Andorra, e a defesa sustenta que toda a movimentação foi declarada às autoridades fiscais brasileiras.
A informação foi inicialmente publicada pelo portal Metrópoles.
Foto de capa: Divulgação/Polícia Civil SP
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