A Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante do casal suspeito de envolvimento na morte de um bebê de um mês de vida em Cruzeiro. A decisão foi tomada nesta terça-feira (28), após laudo do Instituto Médico Legal (IML) constatar traumatismo craniano e lesões torácicas no corpo da criança. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou a informação.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Eduardo Sardinha, o resultado do exame foi determinante para a mudança na tipificação investigada.
“A gente acreditava que seria um fato decorrente de uma omissão, mas com a vinda do laudo médico legal que apontou efetivamente traumatismo craniano e lesões toráxicas, ficou evidente que não era apenas uma atitude omissiva e sim uma atitude ativa por parte dos pais com relação às lesões provocadas na criança”, afirmou Sardinha.
O bebê deu entrada em estado gravíssimo no pronto-socorro da Santa Casa de Cruzeiro na segunda-feira (27), sem resposta a estímulos e com sinais vitais comprometidos. Apesar das tentativas de reanimação, a criança morreu cerca de 30 minutos após o início do atendimento. Médicos identificaram sinais considerados incompatíveis com morte natural — hematomas, sangramento pela boca e presença de líquido nos pulmões —, e acionaram as autoridades.
Caso em Cruzeiro: pais apresentaram versões contraditórias
Ouvidos pela Polícia Civil, os pais apresentaram versões contraditórias sobre o que teria acontecido. Segundo consta no boletim de ocorrência, a mãe afirmou que o bebê teria ficado por horas sem supervisão — informação que os investigadores apontam como indicativo de possível negligência, considerando a idade da criança.
Funcionários do hospital relataram comportamento agressivo do pai durante o atendimento. Os policiais afirmaram ainda ter encontrado com o pai um objeto associado ao uso de drogas. O casal admitiu ter consumido entorpecentes horas antes do ocorrido. De acordo com a polícia, o pai tem antecedentes criminais e histórico de comportamento violento.
A filha mais velha do casal, de aproximadamente dois anos, foi acolhida pelo Conselho Tutelar.
O caso é investigado pela Delegacia Seccional de Cruzeiro.
Com informações do G1.
Foto de capa: Reprodução/Google Maps
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