Amanhã é Dia Nacional do Choro — e São José dos Campos vai celebrar a data com roda de choro ao vivo. O Disk Me Disse Bar recebe nesta quinta-feira (23) de abril uma programação especial para comemorar o gênero musical brasileiro de mais de 150 anos de história, reunindo chorões, músicos e admiradores a partir das 19h.
No repertório, clássicos que atravessaram gerações: Carinhoso, Um a Zero e Rosa, de Pixinguinha; Vibrações, Noites Cariocas e Receita de Samba, de Jacob do Bandolim; além de composições de Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, entre outros grandes nomes da tradição.
O evento é aberto à família e a reservas podem ser feitas pelo telefone (12) 99770-1523.
O dia do choro
O 23 de abril é Dia Nacional do Choro desde o ano 2000, quando a data foi estabelecida pela Lei 10.000, assinada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. A escolha não é por acaso: a data homenageia o nascimento de Pixinguinha, uma das figuras exponenciais da música popular brasileira e, em especial, do choro.
Há, porém, um detalhe que os próprios músicos conhecem bem. Pesquisadores da música brasileira posteriormente descobriram que Pixinguinha nasceu, na verdade, em 4 de maio de 1897 — e não em 23 de abril. Mesmo assim, a data permanece como marco oficial de celebração, e Pixinguinha segue sendo reverenciado nas rodas de todo o país como uma espécie de “São Pixinguinha”, como dizem os chorões.
O que é o estilo e o que ele representa
O choro, ou simplesmente chorinho, surgiu no Rio de Janeiro no século XIX e é considerado a primeira música urbana tipicamente brasileira, nascendo da fusão de influências europeias — como polcas e valsas — com ritmos afro-brasileiros. O estilo se caracteriza pela improvisação, pelo virtuosismo e pela expressividade de seus músicos.
O gênero entra na cena musical brasileira em meados e finais do século 19, com destaque para nomes como Callado, Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. Inicialmente, era executado principalmente por funcionários públicos, instrumentistas das bandas militares e operários têxteis.
A verdadeira essência do choro está na coletividade. Diferente de um concerto rígido, o choro brilha nas rodas informais. Flauta, violão de sete cordas, cavaquinho e pandeiro se entendem em um diálogo musical onde o improviso é quem manda.
Entre seus principais representantes, além de Pixinguinha, destacam-se nomes como Joaquim Callado, Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. Considerado peça fundamental na consolidação do gênero, Pixinguinha foi responsável por dar forma definitiva ao chamado chorinho. Flautista, saxofonista, compositor e arranjador, ele deixou um legado que segue influenciando gerações de músicos.
Com o passar do tempo, o choro ultrapassou fronteiras e conquistou admiradores ao redor do mundo. Hoje, ele é mantido vivo por grupos e artistas que se dedicam a preservar e renovar sua tradição, realizando rodas em diversas cidades do Brasil e no exterior.
Serviço
Roda de Choro — Dia Nacional do Choro
Quando: quinta-feira, 23 de abril de 2026, das 19h às 22h
Onde: Disk Me Disse Bar (R. Eng. Prudente Meireles de Morais, 483 – Vila Adyana, São José dos Campos)
Reservas: (12) 99770-1523
Foto de capa: Divulgação
Acompanhe o Diário também nas redes! Siga o @diariodesaojose.com.br no Instagram.
Receba as principais notícias de São José em tempo real. Entre agora no canal oficial do Diário no Whatsapp e fique por dentro dos principais acontecimentos da cidade.









