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Operação Cúpula Financeira: Polícia Civil prende três suspeitos de integrar setor financeiro do PCC no Vale

Ação simultânea em seis cidades mobilizou 42 policiais e investigou esquema de arrecadação, transporte e ocultação de dinheiro do tráfico de drogas na região

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Polícia Civil prende três suspeitos na Operação Cúpula Financeira contra o setor financeiro do PCC no Vale do Paraíba e Litoral Norte. Ação ocorreu em seis cidades nesta terça

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (14) a Operação Cúpula Financeira, com o objetivo de desarticular o que as autoridades descrevem como a estrutura financeira da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no Vale do Paraíba e no Litoral Norte paulista. Até o momento, três pessoas foram presas. A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), vinculada ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-1).

Os mandados foram cumpridos de forma simultânea em São José dos Campos, Guaratinguetá, Lorena, São Sebastião, Caraguatatuba e Praia Grande. A operação mobilizou 42 policiais e 19 viaturas. A Justiça expediu seis mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão.

Principal alvo foi preso em Praia Grande

Segundo a Polícia Civil, o principal investigado — apontado pelas autoridades como o responsável pelo setor financeiro da facção na região — foi preso em Praia Grande. De acordo com os investigadores, ele é morador de São José dos Campos. Os outros dois detidos foram abordados em Caraguatatuba e Guaratinguetá. Até a publicação desta matéria, as identidades dos presos não haviam sido divulgadas pela Polícia Civil.

Dois celulares foram apreendidos durante as diligências. Não houve apreensão de drogas. Os demais alvos da operação seguem sendo procurados.

Os crimes investigados são tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.

Operação Cúpula Financeira: como a investigação começou em São José dos Campos

Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início em 26 de fevereiro de 2025. De acordo com as autoridades, ela transportava R$ 7.790 em espécie — valor que, segundo os investigadores, apresentava odor de entorpecentes e seria entregue na cidade.

A abordagem teria gerado suspeitas sobre a circulação de recursos do tráfico e dado início ao monitoramento da estrutura criminosa.

Com o avanço das apurações, os investigadores afirmam ter identificado uma organização com divisão de tarefas para coleta, transporte, centralização e ocultação de dinheiro obtido com a venda de drogas. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava comunicação cifrada, linhas telefônicas registradas em nome de terceiros e rotinas operacionais para dissimular a origem ilícita dos recursos.

As investigações continuam para localizar os demais alvos da operação.

Com informações do G1 Vale do Paraíba e do OVale.

Foto de capa: Divulgação/Polícia Civil

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Escrito por
Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista e editor do Diário de São José. Atua na cobertura de temas ligados à cidade, com foco em jornalismo local, análise e contexto sobre os fatos que impactam o cotidiano de São José dos Campos e região.