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Jacareí passa a oferecer implante contraceptivo pelo SUS em 19 unidades de saúde

Método de longa duração e alta eficácia é destinado, neste primeiro momento, a grupos prioritários; médicos da rede básica passaram por capacitação específica

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Jacareí oferece implante contraceptivo Implanon pelo SUS em todas as unidades de saúde da família

As 19 Unidades Municipais de Saúde da Família de Jacareí estão aptas a encaminhar pacientes para a inserção do implante contraceptivo subdérmico liberador de etonogestrel, o Implanon, agora disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A oferta do método faz parte de uma iniciativa do Ministério da Saúde para ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e contribuir para a redução de gestações não planejadas e da mortalidade materna. Para garantir a qualidade do procedimento, médicos da atenção básica do município passaram por capacitação específica para a inserção do implante.

O implante contraceptivo é inserido sob a pele e atua continuamente por até três anos, sem necessidade de manutenção durante esse período. Após o prazo, o dispositivo deve ser retirado e pode ser substituído imediatamente por um novo, também pelo SUS. A fertilidade é retomada rapidamente após a remoção.

O método é classificado como LARC — contraceptivo reversível de longa duração, do inglês Long-Acting Reversible Contraceptive. Na rede pública, apenas o DIU de cobre integra essa mesma categoria. Os LARCs são considerados mais eficazes que outros métodos porque não dependem do uso contínuo ou correto pela usuária, como ocorre com pílulas ou injeções hormonais.

Implante contraceptivo: quem tem prioridade no acesso pelo SUS

Neste primeiro momento, o implante contraceptivo é destinado prioritariamente a meninas e mulheres entre 14 e 49 anos em situação de maior vulnerabilidade ou risco.

Os grupos contemplados são:

adolescentes entre 14 e 19 anos, com ou sem histórico gestacional;
mulheres vivendo com HIV/aids;
mulheres em uso de talidomida ou parceiras de usuários do medicamento;
mulheres com tuberculose multirresistente em tratamento;
puérperas de alto risco com comorbidades graves;
mulheres em situação de violência doméstica acompanhadas por serviços especializados;
mulheres privadas de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas;
mulheres vítimas de violência sexual atendidas em serviços de referência;
mulheres com deficiência que não desejam gestar ou com contraindicação para gestação;
mulheres residentes em áreas rurais;
mulheres indígenas;
mulheres imigrantes, refugiadas ou apátridas;
mulheres com endometriose profunda;
profissionais do sexo;
e homens transexuais.

Além do implante contraceptivo, o SUS disponibiliza atualmente os seguintes métodos contraceptivos: preservativos externo e interno, DIU de cobre, anticoncepcional oral combinado, pílula oral de progestagênio, injetáveis hormonais mensal e trimestral, laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre todos esses, apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Foto de capa: Divulgação

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Escrito por
Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista e editor do Diário de São José. Atua na cobertura de temas ligados à cidade, com foco em jornalismo local, análise e contexto sobre os fatos que impactam o cotidiano de São José dos Campos e região.