A Polícia Civil de São José dos Campos deflagrou, nesta quarta-feira (12), a Operação Golpe da Sorte, que desarticulou uma quadrilha envolvida em lavagem de dinheiro e estelionato. O grupo é acusado de aplicar um golpe em uma idosa de 66 anos, moradora da cidade, que perdeu R$ 3,25 milhões após ser enganada no chamado “golpe do bilhete premiado”. Siga o @diariodesaojose.com.br no Instagram.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), unidade da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Deinter-1, e contou com apoio de 50 policiais e 19 viaturas. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em São José dos Campos, Rio Claro, Nova Odessa, Atibaia, Salvador (BA) e Londrina (PR).
Durante as diligências, foram bloqueadas 23 contas bancárias pertencentes aos investigados, cada uma no valor de R$ 3,25 milhões, totalizando R$ 74,75 milhões em bloqueios judiciais. A polícia também apreendeu R$ 300 mil em espécie, além de 30 mil euros, 50 mil dólares, 20 celulares, quatro computadores, um Jeep Compass, um tablet, documentos e dispositivos de armazenamento digital.
Segundo a investigação, os criminosos utilizaram interpostas pessoas e casas de câmbio para movimentar o dinheiro obtido com o golpe. As transações eram fracionadas e, em seguida, convertidas em criptoativos — um processo que dificultava o rastreamento dos valores. Entre agora no canal oficial do Diário no Whatsapp e receba notícias em tempo real.
O ponto-chave da apuração foi justamente o rastreio das carteiras digitais usadas pelos suspeitos, feito a partir de cruzamentos entre dados bancários, registros de corretoras de criptomoedas e relatórios do COAF. O trabalho permitiu identificar o fluxo completo de conversão e ocultação dos valores, levando até os operadores e beneficiários finais.
Durante a operação, a DIG de Rio Claro prendeu duas mulheres em flagrante por uso de documentos ideologicamente falsos, expedidos de forma fraudulenta. As prisões ocorreram após confirmação de suas identidades junto às Polícias Civis da Bahia, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal.
A rede criminosa identificada tem atuação interestadual e estrutura voltada à lavagem de dinheiro após fraudes financeiras, utilizando-se de múltiplos mecanismos para dar aparência de legalidade às operações.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou em novembro de 2024, após a denúncia feita pela vítima em São José dos Campos. O caso é mais um exemplo da sofisticação dos golpes financeiros que vêm sendo combatidos em todo o país.
A operação contou com apoio da Polícia Civil da Bahia (Denarc e Deic), Paraná e Goiás (Derfrva), além das unidades 2ª Dise, Seccold, 3ª Homicídios e DIG/Dise de Rio Claro.
Foto de capa: Divulgação









