O número de casos suspeitos de intoxicação por metanol no Vale do Paraíba e região subiu para nove, segundo boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde na noite desta terça-feira (7). As ocorrências estão sendo investigadas em São José dos Campos (6 casos), Jacareí (1), Lorena (1) e Caraguatatuba (1).
De acordo com o governo do Estado, esses são os únicos casos em análise em todo o Vale, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira e região bragantina. Em São Paulo, o total já chega a 176 notificações, sendo 18 confirmações e 10 mortes – três delas confirmadas como decorrentes da substância.
Casos em São José dos Campos
O primeiro caso suspeito na região foi registrado em São José dos Campos, na última sexta-feira (3). A paciente, uma mulher de 47 anos, relatou ter passado mal após consumir gin comprado em um mercado na cidade de Juatuba (MG). Ela apresentou sintomas como cólicas, cefaleia e mal-estar, foi internada no Hospital Municipal e já recebeu alta médica.
Outros cinco casos suspeitos no município estão sendo investigados, mas a Prefeitura ainda não divulgou detalhes sobre o estado de saúde dos pacientes.
Jacareí, Lorena e Caraguatatuba também têm registros
Em Jacareí, um homem de 26 anos morador do Jardim Bela Vista foi internado na Santa Casa após apresentar náuseas e dores abdominais. Ele havia consumido cachaça adulterada e chegou a deixar o hospital por conta própria.
Já em Lorena, uma jovem de 21 anos relatou sintomas semelhantes após beber em uma festa. Ela foi internada na UTI, evoluiu bem e recebeu alta nesta terça (7). A Vigilância Sanitária investiga a origem das bebidas consumidas no evento.
Em Caraguatatuba, há um paciente sob análise, mas o estado de saúde ainda não foi informado pela prefeitura local.
Entenda o perigo
O metanol é um tipo de álcool utilizado em solventes e produtos industriais, altamente tóxico quando ingerido. Ao ser processado pelo fígado, ele se transforma em substâncias que atacam o sistema nervoso, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, falência de órgãos e morte.
A Polícia Civil investiga se a contaminação está ligada a bebidas destiladas higienizadas com metanol em fábricas clandestinas. O Ministério da Saúde também criou uma Sala de Situação Nacional para coordenar as ações com a Anvisa e as vigilâncias sanitárias locais.
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