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São Paulo confirma 14º caso de sarampo em 2026; cobertura vacinal no estado está abaixo da meta

Novo caso confirmado é de bebê sem histórico de vacinação; cobertura da primeira dose da tríplice viral está em 77,5% — bem abaixo da meta de 95%. Vacina é gratuita nas UBSs

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São Paulo confirma 14º caso de sarampo em 2026; cobertura vacinal no estado está abaixo da meta

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) de São Paulo confirmou nesta quarta-feira, 29 de julho, mais um caso de sarampo no estado, totalizando 14 ocorrências da doença em 2026. O novo registro é de um bebê do sexo masculino, com menos de um ano de idade, sem histórico de vacinação, residente na capital paulista. Os casos confirmados neste ano envolvem bebês de até dois anos e adultos entre 20 e 50 anos.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) alerta que a cobertura vacinal para a primeira dose da vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — está em 77,5% no estado. A segunda dose alcança 65,5%. A meta de cobertura para as duas doses é de 95%.

Quem deve se vacinar e qual é o esquema

A vacina tríplice viral é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Confira o esquema por faixa etária:

Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias: dose zero recomendada apenas para residentes nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Essa dose não substitui as doses do calendário regular.
Crianças de 12 meses: primeira dose da tríplice viral.
Crianças de 15 meses: segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral.
Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Pessoas de 30 a 59 anos: ao menos uma dose.
Profissionais de saúde: duas doses, independentemente da idade.

Quem não tem comprovante de vacinação ou tem dúvidas sobre o esquema deve procurar a UBS mais próxima com a caderneta de vacinação e documento de identificação.

Sintomas do sarampo e o que fazer

O sarampo é altamente contagioso e se transmite pelo ar, por secreções eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Os principais sintomas são febre alta, manchas vermelhas na pele que começam no rosto e se espalham pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite e mal-estar intenso. Em casos mais graves, a doença pode causar pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.

Quem apresentar esses sintomas relacionados ao sarampo deve procurar atendimento médico, evitar contato com outras pessoas e informar ao profissional de saúde sobre viagens recentes, contato com casos suspeitos e situação vacinal.

Foto de capa: Divulgação

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Escrito por
Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista e editor do Diário de São José. Atua na cobertura de temas ligados à cidade, com foco em jornalismo local, análise e contexto sobre os fatos que impactam o cotidiano de São José dos Campos e região.

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