O Outubro Rosa simboliza um movimento mundial de conscientização que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Levantamento da Santa Casa de São José dos Campos mostra que os números de exames vêm aumentando: 4.588 em 2023, 4.695 em 2024 e, até agosto de 2025, 3.317 mamografias, com 2.646 realizadas no primeiro semestre.
A evolução mostra que a população está cada vez mais consciente da importância do rastreamento, avalia o Dr. José Spartaco Vial, mastologista da Santa Casa de São José dos Campos.
“A mamografia é a principal ferramenta para identificar o câncer de mama em fases iniciais, quando as chances de cura são muito maiores e os tratamentos, menos agressivos. Ampliar o acesso ao exame é fundamental para salvar vidas”, afirma.
O câncer de mama é o tipo mais incidente entre as mulheres brasileiras, depois do câncer de pele não melanoma. Estima-se que uma em cada oito mulheres pode desenvolver a doença ao longo da vida. Por isso, a recomendação é que a partir dos 40 anos o exame seja realizado regularmente, conforme orientação médica. Contudo, caso haja histórico de câncer na família, o indicado é iniciar aos 35 anos.
O mastologista reforça que o diagnóstico precoce faz diferença não apenas na sobrevida, mas também na qualidade de vida das pacientes.
“Quando a doença é detectada em estágio inicial, os tratamentos tendem a ser mais eficazes, menos invasivos e com menores impactos físicos e emocionais. Essa é uma das razões pela qual incentivamos todas as mulheres a não deixarem de fazer a mamografia”, explica.
“O câncer de mama pode atingir qualquer mulher, independentemente da idade ou histórico familiar. O que podemos fazer é reduzir os riscos com hábitos de vida saudáveis, consultas médicas regulares e, principalmente, não adiar a realização da mamografia”, conclui.
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