Internacional

Rússia e Ucrânia realizam troca de 292 prisioneiros de guerra

Acordo entre Rússia e Ucrânia contou com a mediação dos Emirados Árabes Unidos; ex-prefeito de Kherson está entre os libertados

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Acordo entre Rússia e Ucrânia contou com a mediação dos Emirados Árabes Unidos; ex-prefeito de Kherson está entre os libertados

A Rússia e a Ucrânia trocaram neste domingo (24) um total de 292 prisioneiros de guerra — 146 de cada lado — em mais uma operação de repatriação mediada pelos Emirados Árabes Unidos. O anúncio foi feito pelo Ministério da Defesa russo e confirmado pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

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De acordo com as autoridades de Moscou, todos os russos libertados foram levados à Belarus, onde receberam assistência médica e psicológica. Além dos militares, a Ucrânia também devolveu a Moscou oito civis russos da região de Kursk.

Zelensky comemora retorno e agradece mediação

Pelo Telegram, Zelensky celebrou a troca de prisioneiros, publicando imagens de repatriados sorridentes. O presidente destacou que muitos estavam em cativeiro desde 2022, quando a Rússia iniciou a invasão em larga escala contra o país vizinho.

Entre os libertados está um jornalista capturado um mês após a ofensiva russa. Zelensky agradeceu ao governo dos Emirados Árabes Unidos pelo papel de supervisão no processo e afirmou que as trocas continuam possíveis graças ao trabalho das forças ucranianas.

“As trocas continuam. Talvez isso seja possível graças aos nossos soldados, que estão aumentando o fundo de troca para a Ucrânia”, declarou o presidente.

Ex-prefeito de Kherson é libertado após três anos

Um dos nomes de maior destaque entre os libertados é Volodymyr Mykolaienko, ex-prefeito da cidade de Kherson, no sul da Ucrânia. Ele havia sido sequestrado em abril de 2022, um mês após a entrada das tropas russas na região, e desde então estava em cativeiro.

Inicialmente, Mykolaienko foi mantido em Kherson, mas acabou transferido para uma colônia penal na Rússia. Em 2022, recusou participar de uma troca de prisioneiros para que outro detento ucraniano gravemente doente pudesse ser libertado. Desde então, havia sido excluído das listas de repatriação.

Neste domingo, após três anos, ele voltou a solo ucraniano junto com outros prisioneiros de guerra.

Foto de capa: Sergey Dolzhenko/LUSA

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Redação do Diário de São José

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