Uma operação inusitada da Polícia Civil de São Paulo chamou a atenção dos foliões neste sábado (7), durante o megabloco da cantora Ivete Sangalo, no Parque Ibirapuera. Policiais civis atuaram disfarçados de extraterrestres para se infiltrar no meio do público e prender três homens por venda de bebidas adulteradas, além de outro suspeito por receptação de celulares furtados.
Os agentes pertencem ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e estavam caracterizados como ETs para não levantar suspeitas enquanto monitoravam práticas criminosas em meio à multidão.
Bebidas clandestinas e prisão em flagrante
Durante a ação, os policiais flagraram três homens comercializando bebidas produzidas de forma clandestina, sem rótulo, identificação ou qualquer controle sanitário. Os produtos estavam acondicionados em bolsas e eram vendidos diretamente aos foliões.
Os três suspeitos foram presos em flagrante e todo o material foi apreendido para investigação. A polícia apura a origem das bebidas e os riscos à saúde pública, já que o consumo de produtos adulterados pode causar intoxicações graves.
Celulares furtados escondidos na roupa
Ainda durante o megabloco, um quarto homem foi detido após ser flagrado com três celulares furtados escondidos sob a roupa. Segundo a Polícia Civil, ele exercia a função de guardar os aparelhos subtraídos por comparsas que atuavam no meio da multidão.
Duas vítimas foram identificadas nas proximidades e tiveram seus celulares devolvidos ainda no local da ocorrência.

Outras prisões e quadrilha especializada
As prisões no Ibirapuera fazem parte de um balanço mais amplo da Operação Carnaval. No último sábado (31), na região da Barra Funda, zona oeste da capital, a Polícia Civil prendeu 12 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais durante blocos de rua.
Na ocasião, agentes disfarçados identificaram ambulantes sem credenciamento trocando cartões bancários enquanto realizavam vendas, levantando suspeitas de golpes por substituição de cartões. Com o grupo, foram apreendidos dezenas de cartões bancários em nome de terceiros, máquinas de cartão adulteradas, celulares e um veículo usado na ação criminosa.
Um dos suspeitos tentou subornar um policial civil com R$ 3 mil para evitar a prisão e foi autuado em flagrante por corrupção ativa. O caso é investigado pelo 91º Distrito Policial.
Reforço policial e estratégia de infiltração
A atuação de agentes à paisana e disfarçados faz parte da estratégia adotada pela Polícia Civil para coibir furtos, roubos e fraudes durante o Carnaval. As ações contam com apoio do Garra, com foco especial no combate ao furto de celulares.
Já a Polícia Militar reforçou o policiamento em toda a capital com cerca de 5,2 mil policiais e 2,5 mil viaturas por dia, além do uso de drones e câmeras do Programa Muralha Paulista, que permitem monitoramento em tempo real a partir do Copom, em integração com órgãos municipais e estaduais.
Foto de capa: Divulgação/Polícia Civil
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