O outono de 2026 começa oficialmente nesta sexta-feira (20) com um cenário que o morador de São José dos Campos já conhece bem: calor persistente, sensação abafada e pancadas de chuva típicas de verão, mas com um detalhe importante — esse padrão não se sustenta por muito tempo.
A transição climática já está em curso e, segundo análises da consultoria meteorológica Nottus e da Defesa Civil do Estado de São Paulo, o que vem pela frente é uma mudança gradual, porém consistente, no comportamento do tempo. O resultado é um período de instabilidade agora, seguido por semanas mais secas e frias, com impactos diretos no dia a dia da região.
“Começamos a estação mantendo características de verão, mas a tendência é de uma mudança progressiva no comportamento da chuva e da temperatura ao longo das próximas semanas, dentro de um padrão mais típico do outono com uma consolidação gradual”, afirma o meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus.
Calor, umidade e risco de temporais ainda marcam o início da estação
A primeira leitura do outono não engana: ele começa com cara de verão. A Defesa Civil do Estado alerta para instabilidade atmosférica, temperaturas elevadas e alta umidade, combinação clássica para formação de pancadas de chuva — algumas com potencial mais intenso.
Na prática, isso significa que cidades como São José dos Campos devem enfrentar chuvas rápidas, por vezes fortes, com risco de rajadas de vento, descargas elétricas e alagamentos pontuais, especialmente nos dias mais quentes.
O ponto de atenção está justamente na transição: períodos de calor acumulado ao longo do dia favorecem a formação de tempestades no fim da tarde ou à noite, padrão que costuma pressionar o sistema urbano — trânsito mais lento, drenagem testada e rotina alterada.
A própria Defesa Civil reforça que esse momento exige cautela: evitar áreas alagadas, não enfrentar enxurradas e manter distância de encostas deixam de ser recomendações genéricas e passam a ser comportamento básico de sobrevivência urbana.
Menos chuva, mais frio e mudança de comportamento nas ruas
Se março e início de abril ainda carregam a herança do verão, o restante do outono caminha para outro cenário: menos chuva no Sudeste, avanço do tempo seco e quedas mais frequentes de temperatura.
Ao longo de abril, a chuva começa a perder força, ainda que episódios pontuais possam ocorrer. Em maio, a mudança se consolida: o ar seco avança pelo interior do país, incluindo o Vale do Paraíba, enquanto as primeiras massas de ar frio começam a aparecer.
A previsão de queda de temperatura próxima ao Dia das Mães, uma das datas mais importantes do varejo, já acende um alerta — ou uma oportunidade. Segundo a Nottus, episódios de frio funcionam como gatilho de consumo, antecipando a troca de estação no guarda-roupa e aumentando a circulação em áreas comerciais.
Em junho, o cenário se aproxima ainda mais do inverno: tempo mais firme, seco e com frio mais presente, especialmente nas madrugadas. Para São José, isso significa manhãs mais frias, tardes mais estáveis e uma redução significativa na frequência de chuvas.
Foto de capa: Divulgação
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