Mesmo com a redução no número de casos de HIV, sífilis e hepatites virais, São José dos Campos vai intensificar as ações de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) ao longo do mês de fevereiro. A estratégia tem relação direta com o período do Carnaval, quando aumentam as situações de exposição ao risco, como relações sexuais desprotegidas e consumo de álcool e outras substâncias.
Até esta sexta-feira (6), as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Resolve ampliam a oferta de testagem rápida e gratuita para HIV, sífilis e hepatites B e C. Ao longo de todo o mês, as ações continuam de forma rotativa, com orientações presenciais, distribuição de preservativos e material informativo nas unidades de saúde.
Campanha foca em prevenção antes, durante e depois do Carnaval
Além das ações nas UBSs, o município colocou em circulação uma campanha educativa com o slogan “Carnaval passa, sua saúde fica”. O foco é reforçar medidas simples, mas decisivas, como o uso do preservativo, a busca pela testagem rápida e o conhecimento sobre a chamada prevenção combinada, que inclui a profilaxia pré e pós-exposição ao HIV.
Outra frente da campanha envolve o envio de mensagens educativas por WhatsApp a moradores cadastrados nos sistemas de saúde. As mensagens trazem orientações sobre prevenção e acesso aos serviços, com disparo feito de forma alternada e dentro das regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Testagem é gratuita, sigilosa e disponível em qualquer UBS
A testagem rápida para ISTs está disponível em qualquer UBS da cidade, independentemente da região onde a pessoa mora. A recomendação é procurar o serviço sempre que houver situação de risco, como relação sexual sem preservativo, rompimento da camisinha, violência sexual, compartilhamento de seringas ou contato com sangue e fluidos de outra pessoa.
Um dos principais alertas das equipes de saúde é que muitas ISTs não apresentam sintomas, especialmente nas fases iniciais. Por isso, o diagnóstico precoce é considerado essencial para interromper a transmissão e iniciar o tratamento o quanto antes.
Pessoas que testam positivo para HIV são encaminhadas ao Centro de Referência de Moléstias Infecciosas (CRMI), onde passam a receber acompanhamento médico e tratamento com antirretrovirais. Já os casos de outras ISTs, como sífilis e hepatites, podem ser acompanhados e tratados na própria UBS. Todo o tratamento é feito gratuitamente pelo SUS.
Casos caíram, mas risco continua
Os dados do município mostram queda nos registros entre 2024 e 2025, mas os números ainda são considerados relevantes:
- HIV/aids: de 222 para 210 casos (-5,4%)
- Sífilis: de 988 para 938 casos (-5,06%)
- Hepatites virais: de 134 para 67 casos (-50%)
A leitura dos técnicos é clara: a redução é positiva, mas não elimina a necessidade de prevenção contínua, principalmente em períodos de maior circulação de pessoas e comportamentos de risco.
Foto de capa: Divulgação
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