Pelo Vale

Casa Brasileira reabre as portas em São Sebastião com arte, memória e resistência

Após incêndio e restauração parcial, casarão do século XVIII retoma atividades com exposições, oficinas e rodas de conversa

340
Casa Brasileira em São Sebastião

Fechada desde outubro de 2024 por conta de um incêndio que atingiu parte de sua estrutura e destruiu parte do acervo, a Casa Brasileira reabriu neste 14 de outubro no centro de São Sebastião (SP) com a exposição A Arte em Movimento, do artista visual Rubem Duailibi, marcando o início de uma nova fase do espaço cultural gerido pelo Instituto Mpumalanga.

Instalada em um casarão tombado do século XVIII, a Casa ainda passa por obras de restauro em seu pavimento superior, mas o térreo já foi liberado para atividades culturais. A reabertura celebra não apenas a resistência do espaço físico, mas o compromisso com a memória coletiva e os saberes tradicionais de comunidades quilombolas, indígenas e caiçaras que participam das ações do instituto.

“Estamos de volta!”, celebrou Adriana Saldanha, gestora do instituto, durante a reinauguração.

A fachada da Casa Brasileira mantém ornamentos em forma de abacaxis, símbolo de prosperidade nos séculos XVII e XVIII, remetendo à presença nobre e à história do litoral paulista. A arquitetura preservada segue encantando visitantes, que encontram ali não só arte, mas também um espaço de fruição do passado com o presente.

Programação gratuita e diversa

A agenda cultural do espaço inclui oficinas, cursos, palestras, rodas de conversa, podcasts, encontros literários e apresentações musicais. Os destaques deste mês são os shows acústicos de Denise Diniz (Samba da Bahia, em 16/10) e Indiana Nomma (Nossa América Latina, em 23/10).

Também será retomado o grupo “Todas por Elas na Literatura”, com curadoria da escritora Janaína de Figueiredo. Os encontros presenciais voltam no dia 28 de outubro, com foco em obras escritas por mulheres.

Entre as novidades, está o podcast com plateia “Mulheres do Azul”, apresentado pela jornalista Priscila Siqueira. O projeto propõe encontros semanais a partir de 15 de outubro, sempre às quartas-feiras, reunindo mulheres para conversas sobre cultura, memória e territórios tradicionais do litoral. As primeiras convidadas são Neide Palumbo e Yara de Moraes, do grupo Caiçaríssimo, de São Sebastião.

A entrada é gratuita e todas as ações integram o trabalho contínuo do Instituto Mpumalanga para a valorização das expressões culturais do litoral paulista. A Casa Brasileira, mais do que um ponto turístico, reafirma seu papel como espaço vivo de resistência, arte e saberes ancestrais.

Foto de capa: Divulgação

📲 Acompanhe o Diário também nas redes!
👉 Siga o @diariodesaojose.com.br no Instagram.

O Diário também fala com você! 👉 Receba as principais notícias de São José em tempo real.
Entre agora no canal oficial do Diário no Whatsapp e receba notícias em tempo real.
Escrito por
Redação do Diário de São José

Núcleo editorial responsável pela produção, curadoria e edição de conteúdos do Diário de São José. Jornalismo local, independente e analítico, feito para quem vive, trabalha e movimenta São José dos Campos. Aqui, a notícia vem com contexto, olhar crítico e compromisso com o que realmente importa para a cidade.

Matérias relacionadas