O alistamento militar de 2026 começou nesta quinta-feira, 1º de janeiro, e segue aberto até o dia 30 de junho. O processo permanece obrigatório para brasileiros do sexo masculino que completam 18 anos em 2026, inclusive aqueles que residem no exterior, e ocorre pelo segundo ano consecutivo com a possibilidade de inscrição voluntária para mulheres da mesma faixa etária.
O procedimento é gratuito dentro do prazo legal. Quem deixa de se alistar até o fim de junho fica sujeito a multa por atraso, perde a vaga naquele ciclo e passa a concorrer apenas na seleção do ano seguinte. No caso das mulheres, o prazo não será prorrogado, conforme orientação do governo federal.
Segundo o Ministério da Defesa, o serviço militar mantém a função de formar uma reserva estratégica de recursos humanos, apta a ser mobilizada tanto em ações de defesa nacional quanto em atividades subsidiárias, como apoio em situações de calamidade pública. Entre agora no canal oficial do Diário no Whatsapp e receba notícias em tempo real.
Em 2025, 1.029.323 homens e 33.721 mulheres se alistaram para servir às Forças Armadas em 2026, números que mostram a consolidação do modelo feminino voluntário iniciado em 2024.
Como funciona o alistamento
O alistamento pode ser feito de duas formas. A principal é pela internet, por meio do sistema oficial de alistamento, acessado com cadastro ativo na plataforma Gov.br. A alternativa presencial permanece disponível nas Juntas de Serviço Militar, mediante apresentação de documentos originais de identificação, como certidão de nascimento ou casamento, documento oficial com foto e comprovante de residência recente. Siga o @diariodesaojose.com.br no Instagram.
Ao concluir o cadastro, o jovem recebe o Certificado de Alistamento Militar (CAM). A partir daí, é responsabilidade do alistado acompanhar o andamento do processo para verificar se foi dispensado ou se deverá comparecer às próximas etapas.
O alistamento, porém, é apenas o início. Quem não for dispensado de forma imediata poderá ser convocado para a seleção geral, prevista para o segundo semestre de 2026, que inclui exames médicos e odontológicos, testes físicos e entrevistas. Na sequência, vêm as fases de designação, seleção complementar e incorporação ou matrícula em uma das três Forças Armadas: Exército, Marinha ou Aeronáutica.
O serviço militar, neste ciclo, tem início previsto para 2027, com duração inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado, mediante interesse do militar e das Forças, por períodos sucessivos de até oito anos.
Alistamento feminino: vagas limitadas e compromisso obrigatório
Criado em 2024, o alistamento feminino segue em expansão gradual. Para 2026, o governo federal disponibilizou 1.467 vagas, distribuídas entre Exército (1.010), Aeronáutica (300) e Marinha (157). As oportunidades estão espalhadas por 145 municípios de 21 estados, além do Distrito Federal.
Diferentemente de uma inscrição simbólica, o alistamento feminino implica compromisso real. Após a incorporação, as mulheres selecionadas deverão cumprir obrigatoriamente 12 meses de Serviço Militar Inicial, com as mesmas exigências disciplinares, físicas e administrativas aplicadas aos homens incorporados.
Isenção, deficiência e representação legal
Jovens com condições de saúde impeditivas, incluindo pessoas com deficiência, podem requerer isenção do serviço militar. O pedido deve ser feito já no momento do alistamento, com apresentação de laudos médicos detalhados, preferencialmente emitidos por unidades públicas de saúde, contendo diagnóstico por extenso, código CID e identificação do médico responsável.
Nos casos de incapacidade absoluta que impeça o comparecimento à Junta Militar, o cidadão pode ser representado por tutor ou curador legalmente instituído, desde que apresente documentação comprobatória.
O peso real de não se alistar
Apesar de muitas vezes tratado como mera formalidade, o alistamento militar tem consequências práticas diretas. Jovens que não regularizam a situação ficam impedidos de obter ou renovar passaporte, se inscrever em concursos públicos, matricular-se em instituições de ensino superior, assinar contratos com o poder público e realizar outros atos da vida civil que exigem quitação com o serviço militar.
É justamente por isso que o alistamento segue sendo um dos poucos deveres cívicos cuja omissão gera efeitos concretos e imediatos no cotidiano.
Foto de capa: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil










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