A Prefeitura de São José dos Campos abriu licitação para contratar a empresa responsável pela recuperação da galeria de águas pluviais na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, na região sul da cidade. O trecho ficou comprometido após fortes chuvas registradas no início do ano, que provocaram o rompimento da estrutura em dois pontos e causaram afundamento de solo, levando à interdição do Residencial Jardins de Sevilha, em 7 de fevereiro.
Antes da abertura da concorrência eletrônica, a Urbam realizou a primeira intervenção emergencial no local. A etapa inicial incluiu estabilização do solo e fechamento das cavidades com pedras, além de serviços de topografia, inspeção robótica da tubulação e vistorias cautelares em imóveis próximos à área afetada.
Após a contenção inicial do talude e análises técnicas conduzidas pelo Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) em parceria com a Prefeitura, os moradores do condomínio no Jardim Imperial foram autorizados a retornar às residências no dia 15 de fevereiro, cerca de uma semana após a interdição.
Laudo técnico e situação do condomínio
O laudo elaborado pelos especialistas apontou que não foram identificados danos estruturais causados pela erosão no edifício. Segundo o relatório, as fissuras e trincas observadas em alguns apartamentos foram classificadas como anomalias preexistentes ou funcionais, sem relação direta com o incidente ocorrido na via pública.
O diagnóstico incluiu vistorias em dezenas de unidades, áreas comuns e coberturas do condomínio, com classificação técnica das ocorrências conforme parâmetros da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O relatório também indica que os sistemas de água, esgoto, gás e energia elétrica do prédio não sofreram danos internos.
A presidente do Crea-SP, Lígia Mackey, destacou a importância do suporte técnico para orientar decisões públicas em situações de risco.
“Nossa atuação em São José dos Campos busca oferecer agilidade para que o poder público tome decisões seguras”, afirmou.
Já a gerente regional da autarquia, Joana Borges, explicou que o trabalho técnico envolveu três frentes principais: vistoria cautelar nos imóveis, emissão de laudos técnicos para subsidiar decisões e fiscalização das obras executadas no local.
Como será a obra no Jardim Imperial
A recuperação da galeria no Jardim Imperial deve ocorrer em etapas. A primeira fase incluiu a contenção das erosões e sondagens do solo, com preenchimento das áreas afetadas por camadas de pedras e análises geotécnicas.
Na sequência, está previsto o preenchimento de vazios internos do solo, medida necessária para interromper o avanço do processo erosivo e restabelecer a estabilidade da área.
A etapa final envolve a construção de uma nova galeria de drenagem na rua do Jardim Imperial pelo método não destrutivo, instalada paralelamente à estrutura que apresentou falha. A técnica busca reduzir impactos à via pública e às edificações do entorno durante a execução da obra.
Foto de capa: Claudio Vieira/PMSJC
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