Economia

Golpe de Carnaval: Pix e cartão viram alvo fácil durante a folia

Comércio de rua cresce, pagamentos digitais disparam e especialistas alertam: descuido de segundos pode virar prejuízo em minutos

Golpe de Carnaval: Pix e cartão viram alvo fácil durante a folia

Carnaval é calor, rua cheia, música alta e pagamento rápido. Em São José dos Campos, como em todo o país, o dinheiro em espécie praticamente desapareceu da folia. O que circula mesmo é Pix, cartão por aproximação e QR Code. E é justamente aí que mora o risco.

Somente em janeiro deste ano, a ferramenta BC Protege+, do Banco Central do Brasil, bloqueou 111 mil tentativas de fraude no país. Parte significativa dessas ocorrências envolve Pix e cartão.

O problema não é o meio de pagamento. É o descuido.

O golpe acontece em segundos

No meio do bloco, ninguém presta atenção em detalhe. A maquininha passa rápido, o visor fica inclinado, o valor não aparece com clareza. Um zero a mais vira prejuízo.

No Pix, o risco está no QR Code adulterado ou no pedido para transferir “para outra pessoa”. Quando alguém pede que o pagamento vá para “o sócio”, “o primo”, “o caixa da outra conta”, o alerta deveria acender imediatamente.

Segundo Monisi Costa, diretora de Payments & Banking da Vindi, empresa do grupo LWSA, “Cuidado se a conclusão do pagamento levá-lo para outro ambiente e lojista que pede que o Pix seja feito a terceiros”. Se saiu do fluxo normal, desconfie.

O que o folião precisa fazer de verdade

Antes de aproximar o cartão, confira o valor na tela. Se não conseguir enxergar, peça para repetir a operação. Se o vendedor se irritar, melhor perder a compra do que perder dinheiro.

No Pix, sempre verifique o nome do destinatário antes de confirmar. O nome precisa corresponder ao estabelecimento ou à pessoa que está vendendo. Se não bater, não conclua.

Reduza limites temporariamente. O próprio Pix já tem limite noturno, mas é possível configurar valores menores no aplicativo do banco durante o Carnaval. Isso não impede o golpe, mas limita o dano.

Evite usar Wi-Fi público para acessar aplicativos bancários. Redes abertas facilitam interceptações e redirecionamentos para páginas falsas de pagamento.

E uma regra simples que pouca gente cumpre: não entregue o celular desbloqueado para ninguém digitar chave Pix. Você digita. Sempre.

A inteligência artificial entrou na folia

Outro tipo de golpe que cresce no país envolve simulação de voz por inteligência artificial. Criminosos usam áudios falsos para pedir transferências urgentes, se passando por familiares.

Carnaval é momento clássico para esse tipo de abordagem. Mensagens como “fui roubado”, “preciso de dinheiro agora” ou “estou sem celular” devem ser verificadas com ligação direta para a pessoa.

Se a situação parecer dramática demais e exigir decisão imediata, pause. Golpe depende de pressa.

Carnaval movimenta bares, ambulantes, eventos privados e turismo regional. São José recebe visitantes e também envia moradores para cidades próximas. O volume de transações digitais aumenta. E golpista segue o fluxo do dinheiro.

Foto de capa: Banco de Imagens

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