Economia

Gastos com material escolar exigem atenção redobrada das famílias na volta às aulas

Levantamentos apontam reaproveitamento de itens, grande variação de preços e reforço da fiscalização do Procon em São José dos Campos

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Procon de São José fiscaliza lojas que vendem material escolar

Com a proximidade do início do ano letivo, a compra do material escolar volta a pressionar o orçamento de milhares de famílias brasileiras. Em 2026, o cenário exige ainda mais atenção: 8 em cada 10 brasileiros com filhos em idade escolar pretendem reaproveitar materiais do ano anterior, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro. O levantamento também mostra que 88% das famílias afirmam que os gastos com material escolar impactam significativamente as finanças domésticas, especialmente quando há mais de um estudante na casa.

Além da quantidade de itens exigidos pelas escolas, outro fator pesa no bolso: a expressiva variação de preços no varejo. Pesquisa realizada pelo Procon-SP em janeiro de 2026 identificou diferença de até 276,92% no valor de uma mesma caneta escolar, dependendo do estabelecimento. No total, foram analisados 118 produtos, com alta média de 0,14% em relação a 2025. Embora o percentual esteja abaixo da inflação oficial do período, de 4,46%, o impacto se torna relevante quando os itens são somados em uma compra única.

Pesquisa, reaproveitamento e organização

Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do planejamento. Para o portal de cupons de desconto e cashback Cuponomia, a compra online tem se consolidado como uma alternativa para reduzir gastos, desde que feita com critério.

“A compra pela internet facilita muito a comparação de preços e amplia o acesso a promoções exclusivas. Quando o consumidor consegue combinar isso com cupons de desconto e cashback, a economia no valor final pode ser bastante relevante”, afirma Ivan Zeredo, diretor de marketing do Cuponomia.

A planejadora financeira Luciana Ikedo destaca que, mesmo reajustes aparentemente pequenos, ganham peso quando acumulados.

“Mesmo quando os reajustes parecem pequenos, o impacto aparece na soma de vários itens comprados de uma só vez. Definir um limite de gastos, reaproveitar materiais em bom estado e pesquisar preços são atitudes fundamentais para evitar desequilíbrios no orçamento logo no início do ano”, explica.

Três orientações para economizar na compra do material escolar

O consenso entre especialistas e órgãos de defesa do consumidor passa por três pontos centrais. O primeiro é o planejamento antecipado, que permite pesquisar com calma, comparar valores e evitar compras de última hora, geralmente mais caras. Ter uma lista objetiva, baseada exclusivamente nas exigências da escola, ajuda a reduzir gastos por impulso.

A segunda orientação é a comparação de preços, já que a diferença entre lojas pode ser significativa, inclusive para itens simples. Plataformas de comparação, além de sites que reúnem cupons e cashback, podem representar uma economia relevante no valor final.

Por fim, quem opta pelo e-commerce deve ficar atento ao valor do frete, que precisa ser incluído no cálculo total. Em muitos casos, concentrar as compras em uma única loja ou atingir o valor mínimo para frete grátis faz diferença, especialmente quando a lista é extensa.

Fiscalização reforçada em São José dos Campos

Em São José dos Campos, o aumento da procura por material escolar também levou à intensificação da fiscalização. Desde o início do mês, equipes do Procon de São José dos Campos estão nas ruas e na internet verificando o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor em lojas físicas e virtuais.

Entre os principais pontos fiscalizados estão a exposição correta de preços, clareza nas condições de pagamento, informações adequadas sobre os produtos e a proibição de práticas abusivas. O órgão também reforça orientações importantes aos consumidores, como pesquisar preços, verificar descontos para pagamento à vista e analisar se todos os itens solicitados pela escola são realmente necessários.

O Procon lembra ainda que as escolas não podem exigir material de uso coletivo, itens de higiene e limpeza, nem cobrar taxas para suprir despesas administrativas, como água, luz, telefone, impressão ou cópias. Também é vedada a indicação de marcas específicas ou a imposição de locais obrigatórios para a compra.

Em caso de irregularidades, o consumidor pode procurar atendimento presencialmente, por telefone ou pela internet.

Foto de capa: Divulgação

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Escrito por
Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista e editor do Diário de São José. Atua na cobertura de temas ligados à cidade, com foco em jornalismo local, análise e contexto sobre os fatos que impactam o cotidiano de São José dos Campos e região.

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