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Nova cratera no Jardim Imperial leva à interdição de casas e prédio com 34 apartamentos

Segundo afundamento em menos de duas semanas ocorre na mesma rua onde caminhão foi engolido; Defesa Civil mantém área isolada e monitora risco de novos desabamentos

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Nova cratera leva à interdição de casas e prédio com 34 apartamentos no Jardim Imperial, em São José

A nova cratera aberta na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, na zona sul de São José dos Campos, levou à interdição de duas casas e de um prédio com 34 apartamentos na tarde deste sábado (7). A medida foi adotada pela Defesa Civil como ação preventiva diante da instabilidade do solo e do risco à segurança dos moradores.

O novo afundamento surgiu por volta das 16h30, durante a chuva que atingia a cidade. O asfalto cedeu no meio da via, comprometendo as duas pistas. Mesmo após o isolamento do trecho, o solo continuava instável no início da noite, com registros de novos cedimentos.

Mesmo endereço, novo colapso

A cratera se abriu a cerca de 300 metros do ponto onde, há 11 dias, um caminhão carregado com aproximadamente 10 toneladas de blocos de concreto foi engolido pelo asfalto no cruzamento da mesma rua com a Rua Roberto Baranov. Na ocasião, o veículo acabou totalmente submerso no buraco após o solo ceder sob o peso da carga. Apesar do impacto da ocorrência, não houve feridos.

Desde então, a via permanecia parcialmente interditada e em obras emergenciais. A repetição do problema reacendeu o temor dos moradores quanto à estabilidade do solo e das redes subterrâneas da região.

Durante o novo episódio, um poste de energia foi engolido pela cratera, após o solo ceder novamente. Imagens registradas no local mostram o momento em que a estrutura desaba dentro da abertura. Moradores também relataram vazamento de água no interior da cratera, o que elevou a preocupação com possíveis falhas na rede subterrânea de abastecimento e drenagem.

O que dizem os órgãos envolvidos

Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos informou que a via foi devidamente sinalizada para garantir a segurança da população. Equipes da Mobilidade Urbana, Manutenção da Cidade, Apoio Social, Urbam e Defesa Civil atuam no local para atendimento da ocorrência e de outras demandas relacionadas às chuvas.

A concessionária de energia EDP informou que foi acionada após o colapso do solo derrubar postes. A rede elétrica foi desligada para eliminar riscos, e as equipes avaliam as condições de segurança para iniciar a remoção das estruturas atingidas.

Já a Sabesp afirmou que enviou equipes técnicas ao local para vistoria. Segundo a companhia, devido às chuvas, ainda não é possível identificar com precisão a causa do novo afundamento. A empresa informou que, caso seja constatada responsabilidade, as providências necessárias serão adotadas no menor prazo possível.

Retorno condicionado à vistoria técnica

De acordo com a Defesa Civil, as interdições são preventivas. O local segue sob monitoramento contínuo, e os moradores só poderão retornar aos imóveis após vistoria técnica e liberação oficial das autoridades competentes, o que ainda não tem previsão para acontecer.

Foto de capa: Divulgação

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Escrito por
Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista e editor do Diário de São José. Atua na cobertura de temas ligados à cidade, com foco em jornalismo local, análise e contexto sobre os fatos que impactam o cotidiano de São José dos Campos e região.

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