São José dos Campos deve se tornar parte de uma nova rota de turismo religioso e cultural que promete integrar o Vale do Paraíba e o Alto Tietê. O Caminho das Intercessoras, projeto de lei apresentado pela deputada estadual Leticia Aguiar (PL), cria um trajeto de peregrinação entre dez cidades paulistas, com o objetivo de unir fé, cultura e desenvolvimento regional.
A proposta será debatida nesta quinta-feira (30), às 10h, em uma reunião oficial na Câmara Municipal de São José dos Campos, com a presença de prefeitos, vereadores, secretários de turismo, representantes do COMTUR e autoridades civis e religiosas. O encontro busca alinhar ações regionais e consolidar o projeto como nova referência nacional em turismo religioso.
Reunião em São José coloca projeto em pauta
Durante o encontro, Leticia Aguiar deve apresentar o detalhamento do Projeto de Lei 914/2025, que amplia o trajeto originalmente proposto e inclui São José dos Campos e Jacareí no percurso — uma reivindicação feita pelo vereador Senna (PL) e por representantes regionais do turismo.
“Nosso objetivo é criar um roteiro permanente de peregrinação e turismo religioso, integrando municípios, gerando oportunidades e fortalecendo a cultura de devoção do povo paulista”, afirmou a deputada.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) já declarou que sancionará a lei assim que aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), destacando o potencial econômico e turístico do projeto.
Apoio do governador
Segundo informações obtidas com exclusividade pelo Diário de São José, o governador Tarcísio de Freitas manifestou apoio total à proposta e já determinou à equipe técnica do governo que acompanhe de perto a tramitação do projeto.
Fontes ligadas ao Palácio dos Bandeirantes afirmam que há interesse direto do governador em agilizar a aprovação e transformar o Caminho das Intercessoras em uma nova política pública de fomento ao turismo religioso no Estado de São Paulo.
“O roteiro tem tudo para fortalecer o turismo, gerar emprego e aproximar as regiões do Vale e do Alto Tietê”, disse uma fonte próxima ao governo.
O percurso parte do marco zero em Suzano, na Paróquia Santa Rita de Cássia, e segue por templos históricos e santuários reconhecidos até chegar ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, destino final do roteiro.
O trajeto passará por:
- Suzano – Paróquia Santa Rita de Cássia (marco zero)
- Mogi das Cruzes – Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós e Catedral Sant’Anna
- Guararema – Igreja Nossa Senhora da Escada e Morada de São Longuinho
- Jacareí – Paróquia Imaculada Conceição e Paróquia Nossa Senhora da Santíssima Trindade
- São José dos Campos – Paróquia Sant’Anna, Capela Nossa Senhora de Fátima e Capela da Imaculada
- Taubaté – Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
- Tremembé – Santuário Basílica Menor do Senhor Bom Jesus
- Pindamonhangaba – Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso, Igreja de São José e Casa Réplica de Dom Bosco
- Roseira – Santuário da Sagrada Face
- Aparecida – Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida
Fé, turismo e desenvolvimento regional
O projeto prevê a criação de infraestrutura de apoio aos peregrinos, sinalização do trajeto e integração entre os setores público e privado para promover a rota em nível estadual e nacional.
“São José tem tradição religiosa e uma forte vocação turística. Fazer parte dessa rota é unir fé, história e oportunidade para milhares de pessoas do Vale do Paraíba”, afirmou o vereador Senna (PL), autor do pedido de inclusão do município no percurso.
O Caminho das Intercessoras deve gerar impacto econômico em diversos segmentos — desde hospedagem e alimentação até o artesanato local e o turismo de experiência —, promovendo emprego, renda e valorização cultural.
Para Leticia Aguiar, o projeto representa um legado de fé e identidade que une espiritualidade e desenvolvimento sustentável.
“Queremos que o Caminho das Intercessoras se torne símbolo da fé e da união entre os municípios paulistas, mostrando que é possível evangelizar, educar e gerar desenvolvimento ao mesmo tempo”, concluiu a deputada.
A tramitação do projeto segue em análise nas comissões temáticas da Alesp, e a expectativa é que entre na pauta de votação ainda neste semestre.
Foto de capa: Divulgação









