A Via Dutra intensificou o cronograma de recuperação do pavimento ao longo do mês de fevereiro e, somente nesta quinta-feira (13), realizou intervenções em 176 pontos com problemas no asfalto ao longo da rodovia. Entre os trechos atendidos estão São José dos Campos, Guaratinguetá, Roseira e Guarulhos, além de Barra Mansa e Volta Redonda, no lado fluminense.
A Dutra é a principal ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro e concentra um dos maiores fluxos rodoviários do país. Em São José, o impacto é direto: a rodovia corta a cidade, influencia o tráfego urbano e é eixo estratégico para o setor industrial, tecnológico e logístico do município.
Segundo a concessionária, a sequência de chuvas desde o fim do ano passado agravou as condições do pavimento. Apenas em 2026 já foram registrados 35 dias com ocorrência de chuva, o que exigiu intervenções emergenciais e paliativas nas primeiras semanas.
Com a melhora das condições climáticas, os serviços passaram a ser executados de forma definitiva. O cronograma teve início no dia 11 e segue até o fim do mês, com atuação em dois turnos, diurno e noturno, conforme o trecho.
As obras ocorrem nos dois sentidos da rodovia, tanto em direção a São Paulo quanto ao Rio de Janeiro, com pontos intercalados para reduzir o impacto no fluxo de veículos. A intensificação das ações ocorreu após alinhamento com a Polícia Rodoviária Federal.
Recuperação acelerada, mas problema estrutural permanece
A atuação em 176 pontos em um único dia revela a dimensão do desgaste provocado pelas chuvas e pelo tráfego pesado constante. A Dutra, especialmente no trecho urbano de São José, é rota diária de caminhões, ônibus intermunicipais, transporte de carga industrial e deslocamento pendular de trabalhadores.
A recuperação pontual melhora a condição imediata do pavimento, mas levanta uma questão recorrente: o modelo de manutenção tem conseguido acompanhar o volume de tráfego e os eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes?
Nos últimos meses, motoristas relataram buracos e desníveis em diferentes pontos da rodovia, sobretudo após períodos de chuva intensa. A atual ofensiva de recuperação busca estabilizar o cenário antes do fim do verão.
A concessionária orienta que motoristas redobrem a atenção nos trechos em obras, reduzam a velocidade, mantenham distância segura e sigam a sinalização provisória e as orientações dos operadores de tráfego.
Em uma rodovia que atravessa o coração industrial do Vale do Paraíba, cada buraco tem custo logístico, econômico e de segurança. A recuperação em larga escala é necessária. A manutenção constante, indispensável.
Foto de capa: Divulgação
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