Subiu para três o número de casos suspeitos de intoxicação por metanol no Vale do Paraíba, segundo dados divulgados na tarde deste sábado (4) pelo Ministério da Saúde. São dois pacientes de São José dos Campos e um em Jacareí. Em todo o Estado de São Paulo, o total chega a 162 ocorrências — 14 confirmadas e 148 em investigação — e duas mortes já foram registradas.
O primeiro caso suspeito em São José foi confirmado na sexta-feira (3) e envolve uma mulher de 47 anos, moradora da cidade e funcionária em Minas Gerais. Ela passou mal após consumir gin na cidade de Juatuba (MG). Segundo a prefeitura, a paciente foi atendida no Hospital Municipal e já recebeu alta, sem risco à saúde.
O segundo caso em investigação na cidade ainda não teve detalhes divulgados. A Secretaria de Proteção ao Cidadão informou que equipes de fiscalização estão nas ruas para reforçar o controle em adegas e bares, após o alerta de contaminações no estado.
Em Jacareí, a vítima é um homem de 26 anos, morador do Jardim Bela Vista. Ele apresentou sintomas de náusea, vômitos e dor abdominal após beber cachaça em um estabelecimento local. O paciente foi encaminhado à Santa Casa da cidade, onde permanece internado na UTI, em estado estável. Amostras da bebida foram apreendidas e enviadas para análise laboratorial da Secretaria de Estado da Saúde.
Segundo informações do Ministério da Saúde, o metanol — usado industrialmente como solvente — não é seguro para consumo humano. A ingestão causa danos ao fígado, ao cérebro e ao nervo óptico, podendo levar à cegueira, falência de órgãos e morte.
As investigações apontam que fábricas clandestinas podem estar utilizando metanol para higienizar garrafas reutilizadas antes de falsificar bebidas destiladas. A Polícia Civil de São Paulo investiga a origem do esquema e já realizou operações com prisões e apreensões de bebidas adulteradas na região.
Diante da gravidade do cenário, deputados estaduais articulam proposta para tornar a adulteração de bebidas com metanol um crime hediondo, enquanto municípios como São José dos Campos estudam medidas locais de endurecimento da fiscalização.
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