São José dos Campos será palco do Congresso Brasileiro de Arborização Urbana (CBAU 2025), que acontece de 19 a 25 de setembro. A abertura oficial está marcada para o dia 22, às 18h, no Centro de Formação do Educador (Cefe), em Santana.
A escolha da cidade não foi por acaso. Em 2025, o município recebeu pelo sexto ano consecutivo o selo internacional Tree Cities of the World, concedido pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) em parceria com a Fundação Arbor Day. O reconhecimento destaca cidades que mantêm políticas consistentes de arborização e manejo sustentável do patrimônio arbóreo.
O que está em debate
O tema central deste ano será “Cidade Carbono Neutro”, com discussões que vão desde planos de arborização até o uso de inteligência artificial na gestão urbana. Pesquisadores, profissionais de órgãos públicos, empresas do setor e estudantes estarão reunidos em palestras magnas, mesas-redondas, minicursos e visitas técnicas.
Além do conteúdo científico, o evento terá atividades de extensão, como o Congresso Ibero-americano de Arborização Urbana, o CBAU Mirim — voltado à educação ambiental de crianças — e o Campeonato Brasileiro de Escalada em Árvores (CBEA), que alia prática esportiva e demonstração técnica de manejo em altura. Outra atração será a realização do Exame ISA Certified Arborist, certificação internacional para profissionais da área.
O congresso também aposta em atividades culturais para aproximar o tema da população em geral. A proposta é ampliar o alcance das discussões sobre arborização, transformando o encontro em espaço de diálogo entre ciência, arte e comunidade.
As inscrições e a programação completa podem ser acessadas por meio do site oficial do CBAU 2025.
Três décadas de história
Criado em 1992, o CBAU é itinerante e já percorreu cidades como Curitiba, Goiânia, Maringá, Campo Grande, João Pessoa e Vitória. O evento se consolidou como referência nacional, reunindo especialistas e sociedade civil em torno de boas práticas na gestão das áreas verdes.
Cada edição busca estimular a criação de políticas públicas mais eficazes e difundir novas tecnologias para arborização e planejamento urbano — pontos que ganham ainda mais relevância diante da pauta climática e da busca por cidades mais sustentáveis.
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