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Primeira feira de adoção de cães e gatos em São José será no dia 31 no CCZ

Evento do CCZ abre o calendário do ano com 92 animais disponíveis para adoção e reforça o desafio permanente do abandono e da posse responsável na cidade

Primeira feira de adoção de cães e gatos deste ano será no dia 31

A primeira feira de adoção de cães e gatos de 2026 em São José dos Campos acontece no próximo dia 31 de janeiro, no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A ação será realizada das 8h30 às 13h30, na sede do órgão, no Parque Industrial.

Ao todo, estarão disponíveis 92 animais para adoção, sendo 85 cães e 7 gatos, todos já castrados, vacinados e microchipados. A maioria é composta por cães machos, o que evidencia um dado recorrente em feiras desse tipo: animais adultos e machos seguem sendo os que enfrentam maior dificuldade para encontrar um novo lar.

Adoção responsável exige critério, não impulso

Para adotar, é necessário ter mais de 18 anos e apresentar documento com foto e CPF. O processo não se encerra no dia da feira. O CCZ realiza visita domiciliar prévia, seguida de avaliação técnica e, posteriormente, uma nova visita para acompanhar a adaptação do animal à nova casa. A medida busca reduzir devoluções e abandonos reincidentes.

Desde 2021, cerca de 500 pets foram adotados por meio das ações do CCZ. O número, embora relevante, também revela o tamanho do desafio: a entrada de novos animais no sistema ocorre de forma contínua, impulsionada por abandono, reprodução descontrolada e maus-tratos, especialmente em regiões periféricas da cidade.

Vacinação e microchipagem expõem o lado estrutural do problema

Além da adoção, a ação do dia 31 também oferecerá vacinação antirrábica e microchipagem gratuita para cães e gatos de moradores do município. Não é necessário agendamento prévio. Os animais devem ter no mínimo quatro meses de idade, e os tutores precisam apresentar documento pessoal, comprovante de residência e carteira de vacinação do pet.

A microchipagem, embora simples, expõe uma fragilidade estrutural: muitos animais ainda circulam sem qualquer identificação, o que dificulta a responsabilização em casos de abandono, perda ou maus-tratos. O chip, que armazena um código único com dados do tutor, é uma ferramenta básica de controle, mas ainda pouco difundida fora das ações públicas.

Os caninos devem ser conduzidos com coleira e guia, acompanhados por uma pessoa adulta. Para os felinos, a recomendação é transportá-los em caixas apropriadas para a espécie.

Foto de capa: Claudio Vieira/PMSJC

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