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Hospital Municipal alerta para aumento de acidentes com animais peçonhentos durante o verão

O Hospital Municipal e outros pontos estratégicos funcionam 24 horas com soros e equipes treinadas. A orientação é clara: diante de qualquer suspeita de picada, procurar atendimento imediato e evitar práticas caseiras que podem agravar o quadro

Hospital Municipal alerta para aumento de acidentes com animais peçonhentos durante o verão

Com a chegada do verão, período marcado por altas temperaturas, chuvas frequentes e aumento da umidade, cresce também o número de acidentes envolvendo animais peçonhentos. Escorpiões, cobras e aranhas tornam-se mais ativos nesta época do ano, enquanto a população amplia atividades ao ar livre, como visitas a chácaras, trilhas, rios, cachoeiras e áreas de mata.

Em São José dos Campos, a rede municipal de saúde reforça o alerta para que a população saiba exatamente onde buscar atendimento rápido e adequado em caso de picadas, fator decisivo para evitar complicações graves.

Atendimento concentrado em unidades de referência

Os atendimentos a acidentes com animais peçonhentos no município são organizados de forma estratégica e concentrados em unidades de referência, que contam com soros específicos e equipes treinadas para esse tipo de ocorrência.

O principal polo é o Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, localizado na Vila Industrial, que atua como referência regional para acidentes envolvendo cobras, escorpiões, aranhas e lonomia, espécie de lagarta cujo contato pode causar quadros graves.

Segundo a coordenação do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do hospital, o tempo entre a picada e o atendimento médico é determinante para a evolução do quadro clínico. A orientação é que qualquer suspeita de acidente seja avaliada imediatamente por uma equipe especializada.

Além do Hospital Municipal, São José dos Campos conta com três Pontos Estratégicos de Soro e Antiveneno (PESA), que funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana, com estrutura adequada para diagnóstico rápido e aplicação do soro quando indicado. Entre agora no canal oficial do Diário no Whatsapp e receba notícias em tempo real.

O Hospital Municipal atende ocorrências com cobras, escorpiões, aranhas e lonomia. O Hospital de Clínicas Sul realiza atendimento para acidentes com escorpiões e aranhas. Já a UPA de São Francisco Xavier recebe casos envolvendo cobras, escorpiões e aranhas.

Ao chegar a uma dessas unidades, o paciente passa por um fluxo prioritário, com avaliação imediata por equipes médicas e de enfermagem treinadas para esse tipo de situação.

Números mostram a importância do atendimento rápido

Os dados registrados pelo Hospital Municipal ao longo de 2025 reforçam a relevância da estrutura especializada. Foram 321 atendimentos por picadas de aranha, com 13 aplicações de soro, além de 142 casos envolvendo escorpiões, que resultaram em sete soroterapias. No mesmo período, o hospital registrou 13 ocorrências com lonomia e 36 acidentes com serpentes, que demandaram 19 aplicações de soro antiveneno.

Os números indicam que nem todo acidente exige soroterapia, mas todos precisam de avaliação médica imediata, já que apenas a equipe de saúde pode definir a gravidade do caso e a necessidade do antídoto.

A Vigilância Epidemiológica alerta que crianças de até 10 anos e idosos formam o grupo mais vulnerável em acidentes com animais peçonhentos. Em casos de picada de escorpião, por exemplo, crianças permanecem em observação por pelo menos seis horas, mesmo quando os sintomas iniciais parecem leves, devido ao risco de rápida piora do quadro.

A recomendação é que qualquer suspeita de picada nessas faixas etárias seja tratada como urgência. Siga o @diariodesaojose.com.br no Instagram.

O que não fazer em caso de picada

A orientação das equipes de saúde é clara quanto às condutas que devem ser evitadas. Não se deve fazer torniquete ou garrote, furar, cortar, queimar, espremer ou sugar o local da picada. Também não é indicado aplicar folhas, pó de café, terra ou qualquer outra substância caseira, nem ingerir bebidas alcoólicas, querosene ou fumo.

Manter a calma e procurar imediatamente uma unidade de referência são as medidas mais seguras até a avaliação médica.

Acidentes mais comuns no Brasil

No Brasil, os acidentes por animais peçonhentos mais frequentes envolvem serpentes, escorpiões e aranhas. No caso das cobras, os acidentes de interesse em saúde pública incluem espécies como jararaca, cascavel, surucucu-pico-de-jaca e coral-verdadeira.

Os escorpiões respondem pela maior parte dos acidentes em áreas urbanas. Em adultos, os casos costumam ser leves, com dor local e inchaço discreto. Em crianças pequenas, porém, podem ocorrer manifestações sistêmicas graves, com risco de morte se não houver atendimento rápido.

Entre as aranhas, destacam-se a aranha-marrom, a armadeira e a viúva-negra, cujas picadas podem evoluir de quadros leves a complicações mais severas, dependendo da espécie e do tempo de atendimento.

Durante o verão, a recomendação é redobrar os cuidados em áreas verdes, manter quintais limpos, evitar acúmulo de entulho e utilizar calçados e luvas ao manusear materiais onde animais possam se esconder.

Foto de capa: Divulgação

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