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Erosão abre novo ponto de risco no Jardim Imperial e força início de obras emergenciais

Cratera voltou a ceder com as chuvas, derrubou tubulação e ampliou área instável; 156 moradores seguem desalojados em meio a nova intervenção

Erosão abre novo ponto de risco no Jardim Imperial e força início de obras emergenciais

A nova cratera aberta na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, ampliou seu tamanho entre segunda e terça-feira após as chuvas que atingiram São José dos Campos, derrubando parte da tubulação e revelando um terreno ainda mais instável do que o estimado inicialmente pelos técnicos.

Cratera instável, rua isolada e moradores sem previsão de retorno

A cratera se abriu no sábado, a cerca de 250 metros do ponto onde um caminhão foi engolido no fim de janeiro. Desde então, quatro casas e um prédio com 34 apartamentos estão interditados, deixando 156 moradores desalojados, acolhidos temporariamente por parentes e amigos. A Defesa Civil orientou que móveis e eletrodomésticos fossem retirados, mas não há previsão de quando todos poderão entrar novamente para esvaziar os imóveis.

Enquanto a análise técnica não é concluída, a área permanece isolada, com risco de novos desmoronamentos. O terreno segue cedendo de maneira irregular, especialmente após pancadas de chuva.

Obras emergenciais buscam conter avanço da água e estabilizar o solo

A Prefeitura iniciou nesta terça-feira (10) uma intervenção emergencial dividida em três frentes: contenção das erosões, sondagem geotécnica e instalação de uma nova galeria por método não destrutivo. No primeiro movimento, equipes da Urbam aplicaram uma barreira de manta asfáltica ao redor da cratera para impedir que a água da chuva crie correntezas que ampliem o buraco.

Na prática, a técnica tenta comprar tempo para que o solo seja estudado e estabilizado. Uma escavadeira trabalha no preenchimento do buraco com camadas de pedras na área próxima à Praça Antônio Moreira Vita, considerada o ponto mais crítico. Após essa etapa, os trabalhos avançam para o trecho afetado na esquina com a Rua Roberto Baranov, onde o talude também precisará ser reforçado.

A sondagem deve identificar novos vazios formados pela deterioração da antiga galeria metálica, que comprometeu a sustentação do maciço de solo. Somente após essa leitura será possível estimar o risco real para imóveis e para o restante da via.

Entenda as etapas de obras

Contenção das erosões e sondagem do solo: Inicialmente, será realizada a contenção das erosões existentes, por meio do preenchimento das áreas comprometidas com camadas de pedras, visando à recomposição e estabilização do solo.

Paralelamente, serão executadas sondagens geotécnicas nas proximidades do prédio adjacente à galeria, com o objetivo de verificar as condições de suporte do solo, identificar possíveis riscos estruturais e subsidiar as decisões técnicas para as etapas subsequentes da obra.

Preenchimento dos vazios internos: Por causa da deterioração dos tubos metálicos da galeria existente, serão tratados os vazios identificados no maciço de solo ao redor da estrutura.

Essa etapa compreenderá o preenchimento controlado desses vazios, utilizando material tecnicamente adequado, de modo a restabelecer a integridade do solo, prevenir afundamentos e interromper a progressão dos processos erosivos.

Execução de nova galeria pelo método não destrutivo: Considerando o colapso parcial da galeria existente e a necessidade de reduzir interferências na superfície, será executada uma nova galeria de águas pluviais, implantada paralelamente à estrutura colapsada, por meio de método construtivo não destrutivo.

Essa solução permitirá a execução da nova galeria com menor impacto à via pública, às edificações do entorno e às redes de infraestrutura existentes, garantindo maior segurança, eficiência e continuidade da mobilidade urbana.

Histórico de 15 anos e atuação das concessionárias

A Rua Felisbina de Souza Machado acumula mais de 15 anos de registros de afundamentos, crateras e rachaduras. A combinação de estrutura antiga de drenagem, ocupação densa e recorrência de chuvas intensas compõe o pano de fundo que sustenta a repetição desses episódios.

As concessionárias Sabesp, EDP e Comgás seguem mobilizadas no local. A Sabesp afirma ter adaptado suas tubulações para garantir abastecimento na região, embora a galeria que rompeu não seja de sua responsabilidade. A EDP trabalha na reconstrução da rede elétrica atingida pela queda do poste e mantém equipes de prontidão, condicionando o restabelecimento total às condições climáticas. A Comgás suspendeu o fornecimento de gás em três imóveis como medida de segurança.

Sem causa definida para o novo colapso e com a chuva persistindo, não há previsão para a liberação da via nem para o retorno das famílias às moradias interditadas. O cenário segue em avaliação por técnicos da Prefeitura, da Defesa Civil e das concessionárias.

Foto de capa: Divulgação

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