O corpo do motorista de aplicativo Carlos Eduardo de Faria Cesar, de apenas 23 anos, foi encontrado pela Polícia Civil neste domingo (7), encerrando dois dias de angústia e buscas. Carlos desapareceu na noite da última sexta-feira (5), quando saiu para trabalhar, e não foi mais visto. A confirmação do óbito veio acompanhada da informação de que o jovem foi vítima de latrocínio — roubo seguido de morte.
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De acordo com a Polícia Civil, o corpo foi localizado pela equipe da DEIC (Divisão Especializada de Investigações Criminais) em uma estrada que liga à represa do Jaguari, em Jacareí. A vítima apresentava marcas de tiros.
As investigações apontam que dois homens se passaram por passageiros, renderam Carlos durante uma corrida, esvaziaram suas contas bancárias e, em seguida, o executaram. Um dos suspeitos já foi preso pela DEIC, enquanto o segundo segue sendo investigado.
Carlos Eduardo era conhecido pelo perfil tranquilo e rotinas bem definidas. Segundo os familiares, ele sempre compartilhava a localização em tempo real com os parentes, principalmente com a mãe, Maura Aparecida, com quem mantinha contato frequente durante os turnos noturnos como motorista de aplicativo.
“Ele sempre envia mensagens. Como ele sabe que sou preocupada, sempre envia localização. Dessa vez, nada. Mandei mensagens às 7h, 8h, 9h da manhã… nenhuma chegou”, relatou Maura, em entrevista anterior ao G1.
O carro de Carlos, um Volkswagen Polo preto, foi encontrado no sábado (6), estacionado em uma rua do bairro Jardim das Flores, na zona sul de São José dos Campos. De acordo com a mãe, o veículo estava bem posicionado atrás de outro carro, sem sinais de arrombamento, mas com a placa removida e deixada dentro do carro.
“A perícia foi lá e colheu muitas digitais, principalmente no capô. No porta-malas estava a roupa que ele usou para ir à academia. É muito angustiante”, disse Maura naquele momento.
O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária. Carlos Eduardo trabalhava como motorista de aplicativo há cerca de um ano e quatro meses, preferencialmente no período noturno. Ele saiu de casa usando calça preta e blusa verde. A empresa 99, para a qual ele prestava serviço, foi procurada por veículos de imprensa, mas ainda não se posicionou publicamente sobre o caso.
Foto de capa: Divulgação









