São José dos Campos entrou de vez em uma nova fase no combate ao descarte irregular de lixo e entulho. Dados oficiais mostram que as autuações por descarte ilegal saltaram 971% em 2025, escancarando um cenário que por anos foi tratado com tolerância informal, mas que agora passou a ser enfrentado com fiscalização pesada, tecnologia e punição direta no bolso. Entre agora no canal oficial do Diário no Whatsapp e receba notícias em tempo real.
O número não deixa margem para interpretação: foram 407 autuações em 2025, contra apenas 38 em 2024. Em três de cada quatro flagrantes, as infrações foram registradas com apoio direto das câmeras inteligentes do CSI, espalhadas por toda a cidade. O que antes passava despercebido, agora está sendo filmado, identificado e punido.
Câmeras, denúncias e multa alta: o cerco fechou
A virada de chave veio com a ampliação do monitoramento eletrônico e com a participação ativa da população, que passou a denunciar o descarte irregular por meio da Central 156. O resultado foi imediato: 305 das 407 autuações do ano passado tiveram origem direta nas câmeras, operando 24 horas por dia.
As multas não são simbólicas. Dependendo do tipo e da quantidade de material descartado, os valores variam de R$ 1.222 a R$ 35 mil, conforme a legislação municipal. Ou seja, o velho hábito de “jogar rapidinho” um sofá, entulho ou resto de obra na rua passou a custar caro. Siga o @diariodesaojose.com.br no Instagram.
2026 começou ainda mais pesado
Se 2025 já foi um recado, 2026 começou como um aviso final. Nos primeiros 11 dias do ano, 34 pessoas já foram autuadas, contra apenas 2 no mesmo período do ano passado. O aumento chega a 1.600%, indicando que a fiscalização não apenas continua, como foi intensificada.
A Prefeitura associa os resultados ao programa São José Unida, que integra forças municipais, estaduais e federais, com o CSI funcionando como centro nervoso da operação. Hoje, são 1.186 câmeras ativas, número que deve chegar a 1.691 ao fim da expansão em andamento.
PEV existe, é gratuito — e ignorado
O discurso oficial insiste em um ponto difícil de contestar: a cidade conta com 15 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), distribuídos por todas as regiões, com descarte gratuito de até um metro cúbico por entrega. Mesmo assim, fiscais relatam que muitos moradores preferem abandonar resíduos em vias públicas ou até nas portas dos próprios PEVs, prática que também gera multa.
O problema, portanto, deixou de ser falta de estrutura e passou a ser decisão individual. E essa decisão agora está sendo monitorada, registrada e punida.
Foto de capa: Divulgação









