O CEMADEN mantém uma sequência de alertas ativos para cidades do Vale do Paraíba e do Litoral Norte após dias consecutivos de chuvas intensas. Os avisos apontam risco hidrológico e possibilidade de movimentos de massa em diferentes níveis de gravidade, conforme boletins emitidos entre os dias 18 e 23 de fevereiro.
Em São José dos Campos, foi registrado alerta de risco hidrológico classificado como moderado às 16h57 desta segunda-feira (23). O nível indica possibilidade de elevação de rios e córregos, alagamentos pontuais e impactos em áreas vulneráveis, especialmente onde a drenagem urbana já apresenta histórico de sobrecarga.
CEMADEN: níveis mais altos concentram-se no Litoral Norte
O cenário mais crítico aparece no Litoral Norte. Em Ubatuba, há alerta de risco hidrológico alto desde 21 de fevereiro, às 19h44. Antes disso, no dia 18, às 14h30, o município já havia recebido classificação de movimentos de massa em nível muito alto, o patamar mais elevado da escala do CEMADEN.
Em Ilhabela, o alerta para movimentos de massa está em nível alto desde 22 de fevereiro, à 1h58. Já em Caraguatatuba, foram emitidos avisos moderados para risco hidrológico e movimentos de massa na noite do dia 21.
São Sebastião também aparece no monitoramento com alertas moderados para ambos os riscos, registrados na madrugada desta segunda-feira (23). Na Serra da Mantiqueira, Campos do Jordão consta com alerta moderado para movimentos de massa desde o dia 19.
CEMADEN aponta solo saturado e risco persistente
Os dados indicam um padrão regional de solo encharcado e saturação progressiva, condição que amplia o risco de deslizamentos em encostas, quedas de barreira e transbordamentos de córregos. No Litoral Norte, onde os acumulados ultrapassaram 200 milímetros em 48 horas em alguns pontos, o nível de criticidade permanece elevado.
A Defesa Civil estadual mantém monitoramento contínuo e gabinete de crise ativo. Em São José, apesar do alerta moderado, o risco hidrológico exige atenção especial em bairros próximos a cursos d’água e áreas já impactadas em temporadas anteriores.
A orientação dos órgãos técnicos é evitar áreas de encosta, não atravessar vias alagadas e acompanhar comunicados oficiais. A instabilidade deve persistir ao longo da semana, segundo projeções meteorológicas.
Foto de capa: Reprodução/CEMADEN
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