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Carreta da tomografia em São José integra estratégia nacional para reduzir filas no SUS

Unidade móvel do Ministério da Saúde ficará no Centro da Juventude até 10 de abril e deve realizar cerca de 1.200 exames de tomografia para pacientes previamente agendados pela rede pública

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Carreta de tomografia começa atendimento em São José com 1.200 exames

São José dos Campos passou a integrar, nesta semana, uma estratégia nacional do Ministério da Saúde para ampliar o acesso a exames especializados no Sistema Único de Saúde. A cidade recebeu hoje uma carreta equipada para realização de tomografias computadorizadas, instalada no Centro da Juventude, no Jardim América, onde deve permanecer até 10 de abril.

Durante esse período, a expectativa é realizar cerca de 1.200 exames, todos destinados a pacientes da rede pública previamente encaminhados e agendados pela central municipal de saúde.

A unidade móvel integra o programa federal Agora Tem Especialistas, iniciativa voltada a ampliar a oferta de consultas e exames especializados e, com isso, reduzir o tempo de espera por diagnóstico em diferentes regiões do país.

Segundo a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, a proposta do programa é atuar justamente onde a estrutura tradicional do sistema não consegue responder com rapidez à demanda.

Ela explica que, embora o Brasil possua uma rede ampla de atenção básica, ainda existem regiões com dificuldades de acesso a exames mais complexos.

“A gente tem uma atenção primária bastante capilarizada no país, mas precisa ampliar o acesso à atenção especializada. Em vários pontos do Brasil ainda existem vazios assistenciais”, comenta.

Nesse cenário, as unidades móveis surgem como complemento à estrutura tradicional do sistema de saúde.

“As carretas, assim como a telessaúde, complementam o atendimento presencial das unidades e ajudam a aumentar a oferta e reduzir o tempo de espera nas filas.”

Carreta é também parceria entre governos

A chegada da carreta a São José também reforça uma lógica que, ao menos no discurso institucional, tenta atravessar diferenças políticas e priorizar a cooperação entre diferentes níveis de governo.

O secretário de Saúde de São José dos Campos, George Zenha, afirma que a ampliação da capacidade de atendimento depende justamente desse tipo de articulação.

“Isso reforça o nosso entendimento de que todas as parcerias são bem-vindas, independente de cores partidárias, independente de ser entidade filantrópica, governo estadual, governo federal ou iniciativa privada. Tudo isso a gente está acionando cada vez mais para ajudar na redução das filas e ampliar o acesso.”

Segundo ele, a carreta foi solicitada pela prefeitura no ano passado e o município foi contemplado após cumprir os critérios técnicos exigidos pelo programa.

“São José foi contemplada por atender a todas as exigências e por ser uma cidade que oferece uma saúde exemplar em relação a outras cidades do Brasil.”

Zenha também ressalta um ponto importante para evitar confusão entre os moradores: o atendimento não é aberto ao público sem encaminhamento médico.

“Não é algo que as pessoas podem simplesmente vir para ser atendidas. Existe um encaminhamento e um procedimento próprio para que essas 1.200 pessoas ou esses 1.200 exames sejam efetivamente contemplados.”

O modelo segue o mesmo padrão utilizado pela rede municipal para outros prestadores de exames especializados.

“Diferente da carreta da mamografia que trouxemos no ano passado, não é demanda espontânea, é demanda agendada. A nossa central de agendamento já está fazendo esses agendamentos e, ao longo desses 30 dias, vamos ter esses 1.200 exames.”

Programa nacional tem outras carretas

A ação em São José faz parte de um programa maior de ampliação da oferta de exames pelo país.

De acordo com a superintendente do Ministério da Saúde em São Paulo, Claudia Maria Afonso de Castro, a estratégia envolve a circulação de unidades móveis em diferentes estados.

“Vamos ter até o final do ano 150 carretas pelo Brasil. Hoje, nessa data, 20 novas carretas estão sendo iniciadas em várias partes do país. Aqui em São José é uma dessas carretas que se soma a esse conjunto.”

Segundo ela, atualmente 52 unidades já estão em funcionamento em diferentes regiões.

A superintendente cita exemplos recentes de operação dessas estruturas no estado de São Paulo.

“Nós tivemos oftalmologia em Ribeirão Preto, que foi a piloto. Tivemos em Registro a carreta da saúde da mulher, em Mauá a de imagem e em Capão Bonito também a da saúde da mulher. Agora começou em Francisco Morato a de oftalmologia com cirurgia de catarata.”

Diagnóstico e filas

Exames como tomografia e ressonância costumam representar um dos principais gargalos da rede pública por exigirem equipamentos caros, estrutura especializada e equipes treinadas.

“Ressonância e tomografia são exames mais complexos, que exigem equipamentos muito modernos e muito caros. Por isso a gente vem trazendo essas parcerias para ampliar o acesso e ter mais agilidade na entrega do serviço”, explica Zenha.

Em São José, a carreta deve atender pacientes já cadastrados na fila municipal e também moradores de cidades da região, dependendo do encaminhamento médico.

A expectativa da prefeitura é que a operação ajude a acelerar diagnósticos e reduzir parte da demanda reprimida por exames de imagem.

Foto de capa: Divulgação/PMSJC

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Escrito por
Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista e editor do Diário de São José. Atua na cobertura de temas ligados à cidade, com foco em jornalismo local, análise e contexto sobre os fatos que impactam o cotidiano de São José dos Campos e região.

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