Música, Teatro & Artes

Cantoras do Vale têm música selecionada para o 55º Festival Nacional da Canção em Minas Gerais

Duas vozes que nasceram nas montanhas do Vale do Paraíba, carregadas de histórias e afetos, cruzam agora as estradas de Minas para ecoar em um dos palcos mais importantes da música brasileira

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Cantoras do Vale do Paraíba têm música selecionada para o 55º Festival Nacional da Canção em Minas Gerais

Duas vozes que nasceram nas montanhas do Vale do Paraíba, carregadas de histórias e afetos, cruzam agora as estradas de Minas para ecoar em um dos palcos mais importantes da música brasileira. As cantoras e compositoras Julie Ramos e Maysa Ohashi tiveram uma canção autoral selecionada para o 55º Festival Nacional da Canção (Fenac) – evento que há mais de meio século celebra e revela talentos da música brasileira.

Além de concorrerem ao cobiçado Troféu Lamartine Babo, entregue ao primeiro colocado, as artistas disputarão a premiação de R$ 250 mil. As apresentações do festival acontecerão de forma presencial e também on-line, com premiação diferenciada para cada categoria. Toda a programação será transmitida ao vivo pelo canal oficial do Festival no YouTube.

Das milhares de músicas inscritas, apenas 120 foram selecionadas para as etapas classificatórias. A abertura do evento aconteceu em Tiradentes (MG), nos dias 25 e 26 de julho. Julie e Maysa sobem ao palco em Três Pontas (MG), nos dias 15 e 16 de agosto, rumo às semifinais e à grande final, que serão realizadas em Boa Esperança (MG), entre 4 e 6 de setembro.

A canção selecionada nasceu na Coletiva Cantautoras do Vale, que une mulheres compositoras da região em torno da música autoral. “A letra surgiu durante a pandemia, em um momento de indignação por uma história de violência em que a vítima foi responsabilizada pela forma como vivia e se vestia. Eu escrevi um texto-manifesto e compartilhei com a Coletiva. A Julie se conectou profundamente com o conteúdo e musicou, transformando em canção”, conta Maysa.

Para Julie, essa música representa uma mudança em sua trajetória: “Por muito tempo, minhas composições giraram em torno do amor romântico, algo que foi imposto como narrativa central para a vida das mulheres. Essa canção me permitiu falar de um lugar de resistência e libertação. Ela é um convite para que possamos deixar para trás as culpas e cobranças que nos foram impostas pela sociedade”, destaca.

A Coletiva Cantautoras do Vale vem se fortalecendo com apresentações em Sescs e teatros da região, além da realização do 1º Festival de Música Autoral Feminina de Jacareí, promovendo espaço e visibilidade para a produção musical feminina.

Foto: Malu Freire

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