As mortes no trânsito em São José dos Campos caíram 56,3% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da plataforma Infosiga, do Governo do Estado de São Paulo, divulgados nesta quarta-feira (16). Foram sete óbitos no mês, contra 16 registrados em agosto do ano passado.
O resultado do município vai na direção oposta ao da região, que reúne 39 cidades do Vale do Paraíba e do Litoral Norte. No mesmo recorte, a região registrou 35 mortes em agosto de 2026, uma a mais que em agosto de 2025, alta de 2,9%.
No acumulado de janeiro a agosto, São José dos Campos soma 49 mortes no trânsito, contra 56 no mesmo período de 2025, redução de 12,5%. Considerando os últimos 12 meses, de setembro de 2025 a agosto de 2026, foram 69 óbitos, ante 87 no período anterior, queda de 20,7%.
A taxa de mortalidade do município é de 9,67 mortes por 100 mil habitantes. Entre as cidades paulistas com mais de 300 mil habitantes, Taubaté aparece com a maior taxa do estado, 16,24, seguida por Jundiaí, com 15,01, São Bernardo do Campo, com 14,17, e Jacareí, com 13,46.
Comparação com julho mostra alta pontual nas mortes no trânsito
O mesmo painel mostra que a comparação com o mês imediatamente anterior aponta alta. São José dos Campos passou de duas mortes em julho de 2026 para sete em agosto.
Comparações de mês contra mês em bases pequenas produzem variações percentuais elevadas a partir de poucos casos. Por isso, o Infosiga apresenta simultaneamente recortes de três, seis e doze meses. No trimestre móvel de junho a agosto, o município registrou 20 mortes, contra 26 no mesmo trimestre de 2025, redução de 23,1%. No semestre móvel de março a agosto, foram 37 óbitos, ante 44, queda de 15,9%.
Em 2025 fechado, São José dos Campos registrou 76 mortes no trânsito, contra 81 em 2024, redução de 6,2%.
Motociclistas são mais da metade das mortes na região
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a Região Administrativa de São José dos Campos registrou 250 mortes no trânsito, contra 267 no mesmo período de 2025, redução de 6,4%.
Os motociclistas concentram a maior parte dessas mortes: foram 134 óbitos no período, o equivalente a 53,6% do total, com alta de 21,8% em relação ao ano anterior. Em seguida aparecem os pedestres, com 44 mortes, ou 17,6% do total, e alta de 22,2%.
Os ciclistas somaram 23 óbitos, 9,2% do total, com queda de 32,4%. Os ocupantes de automóveis registraram 35 mortes, 14% do total, com a maior redução do conjunto: 49,3%.
Apenas em agosto, foram 19 mortes de motociclistas na região, alta de 58,3% sobre agosto de 2025. Pedestres somaram cinco óbitos, queda de 44,4%; ocupantes de automóveis, seis, queda de 40%; e ciclistas, três, contra um no mesmo mês do ano anterior.
Custo estimado dos sinistros passa de R$ 1,3 bilhão
Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o Vale do Paraíba e Litoral Norte registraram 5.970 sinistros de trânsito e 382 óbitos, segundo o painel do Infosiga. O percentual de fatalidade foi de 6,06%.
A região tem população de 2.530.487 habitantes, referência de 2024, e frota de 1.480.964 veículos, referência de agosto de 2026. A taxa é de 15,10 mortes por 100 mil habitantes e de 2,58 mortes por 10 mil veículos.
O custo estimado dos sinistros no período é de R$ 1.324.756.510,00.
Foto de capa: Divulgação
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