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Operação Conúbio mira lavagem de dinheiro ligada ao PCC em São José e bloqueia R$ 2,5 milhões em bens

Gaeco e Polícia Civil cumpriram três mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira; investigados são suspeitos de ocultar patrimônio para condenado da Operação Boate Azul de 2016

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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Civil deflagraram na manhã desta quarta-feira, 29 de julho, a Operação Conúbio, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas em São José dos Campos. A ação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão e no bloqueio de veículos, imóveis de alto padrão e valores financeiros até o limite de R$ 2,5 milhões.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada (Neccold), da Polícia Civil. Os mandados foram expedidos pela Vara Regional de Garantias de São José dos Campos.

Ligação com a Operação Boate Azul de 2016

Segundo o MPSP, as investigações têm como alvo pessoas suspeitas de lavar dinheiro para um dos condenados na Operação Boate Azul, deflagrada pelo Gaeco em 2016. Na ocasião, o investigado foi responsabilizado por guardar drogas e armas para um ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), já falecido, que teria comandado o tráfico de drogas na região sul de São José dos Campos.

Um dos alvos da Operação Conúbio já havia sido condenado, no âmbito da Boate Azul, a 13 anos e dois meses de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e falsidade ideológica.

Pessoa jurídica usada para ocultar patrimônio

Durante as investigações, o Gaeco e a Polícia Civil identificaram movimentações patrimoniais e negociações imobiliárias incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. De acordo com o MPSP, o grupo utilizava uma pessoa jurídica para ocultar a origem, a propriedade e a localização de bens supostamente obtidos com atividades criminosas.

Segundo o Ministério Público, a operação é resultado da cooperação estratégica entre o Gaeco e o Neccold para intensificar o combate ao crime organizado, com foco em lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e recuperação de ativos ilícitos. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o rastreamento do patrimônio ligado ao grupo.

Foto de capa: Divulgação

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Escrito por
Dimas Vilas Boas

Dimas Vilas Boas é jornalista e editor do Diário de São José. Atua na cobertura de temas ligados à cidade, com foco em jornalismo local, análise e contexto sobre os fatos que impactam o cotidiano de São José dos Campos e região.

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