Os trabalhadores da Urbanizadora Municipal (Urbam) se reúnem em assembleia na manhã desta quinta-feira (21) para deliberar sobre a retomada da greve suspensa em 22 de abril ou a aceitação da contraproposta apresentada pela empresa. A decisão acontece após o presidente do Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio (SEAAC), Marcelo Ribeiro, classificar a resposta da Urbam como “esdrúxula” e afirmar que a proposta “deixou as coisas ainda piores”. O teor do documento não foi divulgado publicamente.
O impasse é a continuidade de um movimento iniciado em 13 de abril, quando cerca de 500 colaboradores da Urbam paralisaram as atividades por dez dias. A greve foi suspensa após audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas, que determinou que a empresa apresentasse um estudo de impacto financeiro sobre as demandas da categoria. O prazo se encerrou na quarta-feira, 20.
O que a categoria reivindica
Os trabalhadores pedem a equiparação do vale-transporte, do vale-refeição e dos salários aos valores pagos atualmente aos servidores municipais de São José dos Campos. A pauta inclui ainda progressão salarial, melhorias na escala de trabalho, alterações no convênio médico e pagamento de insalubridade para as equipes de limpeza urbana.
Urbam diz cumprir determinações judiciais
Em nota enviada ao jornal OVale, a Urbam informou que “já apresentou sua manifestação nos autos do dissídio coletivo, dentro do prazo estabelecido pelo TRT da 15ª Região, permanecendo em absoluto cumprimento de todas as determinações judiciais fixadas até o momento.”
A empresa afirmou manter negociações em andamento e informou que há audiência designada para o dia 9 de junho no TRT-15. Em comunicado encaminhado aos próprios colaboradores, a Urbam destacou que a decisão do tribunal manteve a suspensão da greve e orientou os trabalhadores a manterem suas atividades normalmente.
No mesmo comunicado, a empresa manifestou preocupação com o que classificou como tentativa de transmitir aos trabalhadores “a ideia de encerramento imediato das negociações ou de existência de autorização judicial para paralisação neste momento”. A Urbam também alertou que condutas adotadas em contexto de suspensão judicial da greve podem gerar “insegurança jurídica e eventuais reflexos trabalhistas”.
O resultado da assembleia desta quinta-feira não havia sido divulgado até o fechamento desta edição. A matéria será atualizada assim que houver definição.
Foto de capa: Reprodução/Redes Sociais
Com informações de OVale.
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