A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão em São José dos Campos e em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (7), durante a Operação Títulos Podres, deflagrada contra um esquema de fraudes tributárias com prejuízo estimado de cerca de R$ 100 milhões aos cofres públicos.
A operação é realizada em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF).
Até o momento da publicação desta matéria, não havia informações sobre prisões ou apreensões realizadas especificamente em São José dos Campos e em Caraguatatuba. A PF informou que o balanço da operação seria divulgado até o fim do dia.
Como funcionava o esquema segundo a Polícia Federal
Segundo os investigadores, o grupo utilizava créditos fiscais fraudulentos — chamados de “títulos podres” — para compensar indevidamente tributos federais. O esquema envolvia escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada, que ofereciam falsas soluções para quitar ou reduzir dívidas fiscais.
A PF aponta ainda indícios de participação de servidores públicos e uso de mecanismos sofisticados para a ocultação e movimentação de recursos. De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam procurações eletrônicas, empresas interpostas e contas de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro, o que também configura indícios de lavagem de dinheiro.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 32 milhões em bens e valores dos investigados.
Operação em quatro estados e 215 policiais mobilizados
Ao todo, a Operação Títulos Podres da Polícia Federal cumpre 40 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária em cidades dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão. No estado de São Paulo, além de São José dos Campos e Caraguatatuba, também houve mandados em São Paulo, Osasco e Praia Grande.
A ação mobilizou cerca de 215 policiais federais e 43 auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal.
Em paralelo, foi deflagrada também a Operação Consulesa — Fase 2, que investiga desvios estimados em R$ 670 milhões e cumpre mandados em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a extensão das fraudes.
Com informações do G1 Vale do Paraíba.
Foto de capa: Ilustrativa/Polícia Federal
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