A Prefeitura de São José dos Campos retirou, nesta terça-feira (13), 10,7 toneladas de materiais inservíveis de uma residência localizada no Campo dos Alemães, na região sul da cidade. O imóvel era utilizado para acúmulo compulsivo de objetos, situação que exigiu mandado judicial de ingresso forçado, autorizado após denúncias feitas por moradores. Entre agora no canal oficial do Diário no Whatsapp e receba notícias em tempo real.
A operação foi a segunda ação intersecretarias de 2026. Com ela, São José já soma mais de 14 toneladas de materiais retirados neste início de ano. Em 2025, foram realizadas cinco operações semelhantes, que resultaram na retirada de mais de 52 toneladas de resíduos de imóveis ou terrenos particulares usados para esse tipo de acúmulo. Siga o @diariodesaojose.com.br no Instagram.
A força-tarefa foi conduzida pelo Departamento de Posturas Municipais e Estética Urbana, com apoio da Guarda Civil Municipal e da Defesa Civil, além de equipes das secretarias de Manutenção da Cidade, Saúde, Apoio Social ao Cidadão e Mobilidade Urbana. Ao todo, oito caminhões foram utilizados para transportar os materiais até o aterro sanitário. O responsável pelo imóvel acompanhou toda a ação.
Quando a limpeza depende da Justiça
Casos de acumulação compulsiva não se resolvem apenas com fiscalização ou limpeza urbana. A necessidade de ordem judicial evidencia o conflito permanente entre direito individual à propriedade e interesse coletivo, sobretudo quando há risco sanitário.
Segundo a Prefeitura, o acúmulo descontrolado de materiais favorece o surgimento de escorpiões e outros animais peçonhentos, além de ampliar criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Por isso, essas ações são tratadas como complementares às Operações Casa Limpa, realizadas nos finais de semana em bairros com maior incidência da doença.
Ainda assim, o volume retirado de um único imóvel — mais de 10 toneladas — expõe um problema estrutural e recorrente na cidade, que envolve saúde mental, assistência social, pressão da vizinhança e limites legais da atuação do poder público. Sem denúncia formal e decisão judicial, a intervenção simplesmente não acontece.
A Prefeitura orienta que situações semelhantes sejam denunciadas pela Central 156, por telefone, site ou aplicativo. Na prática, é essa movimentação da população que costuma destravar o processo legal necessário para a retirada dos materiais.
Foto de capa: Divulgação/PMSJC









