Por anos, o calor dentro das enfermarias do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, na Vila Industrial, deixou de ser apenas um desconforto e passou a representar um problema recorrente no atendimento. Em períodos de altas temperaturas, relatos de pacientes e familiares se espalharam pelas redes sociais e pela imprensa regional, descrevendo quartos abafados, noites difíceis e, em situações mais críticas, a tentativa de amenizar o ambiente com ventiladores levados de casa.
A prática, embora compreensível diante do sofrimento, é proibida por normas sanitárias, incluindo diretrizes da Anvisa, por representar risco à segurança elétrica e ao controle de infecções hospitalares. Ainda assim, tornou-se um símbolo informal da precariedade térmica enfrentada por quem depende do principal hospital público da cidade.
Esse cenário começa a mudar com a implantação de uma nova cabine primária de energia elétrica no HM. A obra, que recebeu ordem de serviço nesta semana, representa um investimento de R$ 2,63 milhões da Prefeitura e tem como principal impacto justamente aquilo que pacientes e acompanhantes mais cobram há anos: a climatização das enfermarias. Siga o @diariodesaojose.com.br no Instagram.
Energia dobrada, conforto possível
A nova cabine primária contará com um transformador de 1.000 kVa e dois geradores de 550 kVa, dobrando a capacidade energética do hospital. Na prática, isso significa que a unidade passa a ter estrutura técnica para suportar sistemas de ar-condicionado em larga escala, algo inviável até agora por limitações elétricas. Entre agora no canal oficial do Diário no Whatsapp e receba notícias em tempo real.
Com a ampliação, os quartos das enfermarias poderão finalmente ser climatizados, oferecendo mais conforto térmico a pacientes internados e a quem os acompanha, especialmente em dias de calor intenso, comuns no verão joseense. A melhoria também contribui diretamente para o bem-estar e a recuperação clínica, uma vez que ambientes mais adequados reduzem estresse, desconforto e complicações associadas à internação prolongada.
Além das enfermarias, a modernização fortalece a segurança do fornecimento de energia em setores críticos, como UTI, centro cirúrgico e áreas de apoio, reduzindo riscos de interrupções e sobrecarga.
Reflexos no atendimento e nos exames
Outro impacto direto da nova estrutura será no setor de diagnóstico por imagem. A ampliação da capacidade elétrica abre caminho para a instalação de um novo tomógrafo, o que deve ampliar a oferta de exames e agilizar diagnósticos, diminuindo filas e tempo de espera dentro do próprio hospital.
O projeto inclui ainda obras civis e elétricas complementares, como salas técnicas, bases para os geradores e adequações internas e externas. O contrato, firmado com a empresa Eletrind Eletricidade Industrial Ltda, prevê prazo de execução de 90 dias, com acompanhamento técnico da Prefeitura.
Foto de capa: Divulgação









