A Justiça decidiu manter a prisão do homem suspeito de matar a ex-namorada a facadas em São José dos Campos. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira, 2 de janeiro, quando o juiz responsável converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, o que mantém o investigado detido durante o andamento do inquérito policial.
A vítima é a adolescente Eva Sophia Santos Silva, de 16 anos, assassinada na tarde de quinta-feira, 1º de janeiro, no bairro Jardim República, na Zona Sul da cidade. O principal suspeito é o ex-namorado da jovem, Alisson Silas Matos Justiniano, de 25 anos, que se entregou à polícia horas após o crime.
Decisão judicial
Segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo, o suspeito passou por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira. O magistrado entendeu que estavam presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão, convertendo o flagrante em preventiva. Com isso, o investigado permanece preso enquanto o caso segue sob apuração da Polícia Civil.
A audiência de custódia é um procedimento previsto em lei e tem como objetivo verificar a legalidade da prisão, além de avaliar se o suspeito pode responder ao processo em liberdade ou se deve permanecer detido. Siga o @diariodesaojose.com.br no Instagram.
O crime
De acordo com o boletim de ocorrência, Eva Sophia foi atacada por volta das 17h30 de quinta-feira, na Avenida Cecília Lúcio de Almeida Mota. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a adolescente caminhava ao lado de um homem, que, em determinado ponto, a ataca com diversos golpes de faca e foge em seguida.
O Samu chegou a ser acionado, mas a jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local. No cenário do crime, a polícia apreendeu uma faca, que foi encaminhada para perícia. Entre agora no canal oficial do Diário no Whatsapp e receba notícias em tempo real.
Familiares reconheceram o homem que aparece nas imagens como sendo o ex-namorado da vítima. A gravação do crime integra o conjunto de provas analisadas pelos investigadores.
Investigação
O caso foi registrado como feminicídio, com agravante de motivo fútil, e segue sob investigação da Polícia Civil. Até o momento, a defesa do suspeito não se manifestou oficialmente.
Foto de capa: Divulgação









