Uma operação intersecretarias da Prefeitura de São José dos Campos resultou na retirada de 4,5 toneladas de materiais inservíveis de um imóvel utilizado para acúmulo compulsivo no bairro Jardim das Cerejeiras, na região leste da cidade. A ação foi realizada nesta segunda (29) e terça-feira (30), com autorização judicial para ingresso forçado no local.
Segundo a Prefeitura, a operação foi desencadeada após denúncias registradas pela população por meio da Central 156. No imóvel, que era utilizado para o armazenamento irregular de resíduos, foram necessários sete caminhões para transportar o material recolhido, que teve destinação adequada na Regional Leste da Secretaria de Manutenção da Cidade. O morador responsável pelo imóvel acompanhou todo o procedimento. Siga o @diariodesaojose.com.br no Instagram.
A operação foi coordenada pelo Departamento de Posturas Municipais e Estética Urbana e contou com apoio da Guarda Civil Municipal e da Defesa Civil, além de equipes das secretarias de Manutenção da Cidade, Saúde, Apoio Social ao Cidadão e Mobilidade Urbana. Trata-se de uma atuação que só ocorre quando há risco comprovado à coletividade e esgotamento das tentativas de resolução administrativa.
Saúde pública, não só limpeza
O acúmulo compulsivo de materiais não é tratado pela Prefeitura apenas como problema estético ou de ordenamento urbano. Segundo os órgãos envolvidos, esse tipo de situação representa risco direto à saúde pública, ao favorecer a proliferação de vetores como o mosquito da dengue, além de escorpiões e outros animais peçonhentos, e comprometer a segurança do entorno. Entre agora no canal oficial do Diário no Whatsapp e receba notícias em tempo real.
Ao mesmo tempo, o tema carrega uma complexidade que vai além da remoção dos resíduos. Casos de acumulação compulsiva costumam envolver questões de saúde mental, o que explica a participação da Secretaria de Apoio Social ao Cidadão nas ações. A intervenção com mandado judicial, embora necessária em situações extremas, é considerada a última alternativa quando há risco coletivo e resistência à entrada voluntária.
Um problema recorrente na cidade
Com a ação desta semana, São José dos Campos chegou a cinco operações desse tipo em 2025, todas realizadas com autorização judicial. No acumulado do ano, mais de 52 toneladas de materiais foram retiradas de imóveis ou terrenos usados para acúmulo compulsivo.
Os números revelam que o problema não é pontual nem isolado. Ele se repete em diferentes regiões da cidade e exige uma resposta que combine fiscalização, assistência social e acompanhamento continuado, sob risco de que o cenário volte a se repetir após a limpeza.
A Prefeitura reforça que a população tem papel central nesse processo, seja ao registrar denúncias pelo 156, seja ao compreender que intervenções desse tipo não têm caráter punitivo imediato, mas buscam proteger a coletividade sem ignorar a condição de quem vive no imóvel.
Foto de capa: Divulgação/PMSJC









