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Instituto Argonauta devolve ao mar 17 pinguins reabilitados em Ubatuba

Ação integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos e contou com apoio técnico do INPE; aves seguem rumo à Patagônia

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Instituto Argonauta devolve ao mar 17 pinguins reabilitados em Ubatuba

O Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha, sediado em Ubatuba, realizou nesta quarta-feira (5) a soltura de 17 pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) após um longo processo de reabilitação. Os animais foram libertados a cerca de 120 quilômetros da costa, em uma área de alto-mar cuidadosamente escolhida pela equipe técnica do projeto.

A ação marcou o encerramento de meses de cuidados intensivos realizados no Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CRD), vinculado ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Segundo a bióloga Carla Beatriz Barbosa, coordenadora do Trecho 10 do PMP-BS, a recuperação das aves exigiu atenção diária.

“Os pinguins chegaram cansados e desnutridos após longas viagens. Muitos encalham nas praias enfraquecidos, com sinais de hipotermia e desidratação. No CRD, receberam cuidados veterinários, alimentação adequada e acompanhamento até recuperarem peso, impermeabilização das penas e comportamento ativo — condições essenciais para sobreviver em mar aberto”, explicou.

Ciência e tecnologia a serviço da vida marinha

A escolha do local da soltura contou com apoio técnico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que forneceu dados de satélite atualizados sobre a posição da Corrente do Brasil. Com essas informações, a equipe definiu uma rota mais favorável para o reencontro das aves com o oceano aberto e o possível retorno às colônias reprodutivas da Patagônia.

Para o oceanógrafo Hugo Gallo Neto, diretor do Aquário de Ubatuba e presidente do Instituto Argonauta, o resultado reflete o impacto positivo da integração entre ciência e preservação ambiental.

“Cada animal reabilitado e devolvido ao mar representa o sucesso de uma rede de monitoramento, pesquisa e dedicação de muitas pessoas”, destacou Gallo.

A ação contou com apoio do Aquário de Ubatuba e da Mineral Engenharia e Meio Ambiente, que auxiliou nas atividades de campo e transporte.

Preservação que conecta o litoral ao continente

Fundado em 1998, o Instituto Argonauta atua na conservação dos ecossistemas costeiros e marinhos, desenvolvendo projetos de resgate, pesquisa e educação ambiental. A instituição é reconhecida por sua contribuição científica e pelo trabalho em parceria com o Ibama, a Petrobras e outras entidades ambientais no âmbito do PMP-BS, que monitora praias de Laguna (SC) até Saquarema (RJ).

O projeto avalia impactos das atividades de produção de petróleo e gás sobre aves, tartarugas e mamíferos marinhos, e realiza o resgate e a reabilitação de animais vivos encalhados ao longo do litoral.

Moradores e turistas que avistarem animais marinhos vivos ou mortos nas praias podem acionar o PMP-BS pelo telefone 0800 642 3341.

Foto de capa: Divulgação/Instituto Argonauta

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Redação do Diário de São José

Núcleo editorial responsável pela produção, curadoria e edição de conteúdos do Diário de São José. Jornalismo local, independente e analítico, feito para quem vive, trabalha e movimenta São José dos Campos. Aqui, a notícia vem com contexto, olhar crítico e compromisso com o que realmente importa para a cidade.

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