A Polícia Civil de São José dos Campos prendeu nesta quarta-feira (22) Heitor Rabelo Stetner, de 37 anos, suspeito de ter causado o acidente que matou o corretor de imóveis Matheus Helfstein, de 20 anos, na rodovia Presidente Dutra. O caso aconteceu no fim de setembro e ganhou grande repercussão pela gravidade da colisão.
De acordo com as investigações, o motorista da BMW trafegava a 160 km/h — em um trecho onde o limite é de 90 km/h — e, por isso, assumiu o risco de provocar o acidente, caracterizando dolo eventual.
O suspeito foi encontrado por volta das 7h30 desta quarta-feira na Praça Floripes Bicudo Martins, na região central da cidade. Após a prisão, foi levado à delegacia e, em seguida, transferido para a cadeia pública de Caçapava.
A Justiça decretou prisão temporária, atendendo ao pedido da Polícia Civil, que argumentou que, solto, o motorista poderia atrapalhar a sequência das investigações.
“Ele foi autuado com base em laudos e imagens que indicam velocidade incompatível e comportamento que colocou outras vidas em risco”, informou um investigador que acompanha o caso.
Em nota, a defesa de Heitor Rabelo Stetner classificou a prisão como ilegal, afirmando que “os requisitos legais não estão presentes” e que vai pedir a revogação da decisão.
Os advogados também afirmaram que o motorista permaneceu no local do acidente, colaborou com as autoridades e se submeteu voluntariamente ao exame clínico, que não constatou embriaguez.
O acidente
O caso aconteceu em 28 de setembro, por volta das 5h30 da manhã, no quilômetro 148 da Dutra, sentido São Paulo. Matheus Helfstein viajava como passageiro em um Honda Fit, de um motorista de aplicativo de 44 anos, quando o carro foi atingido na traseira por uma BMW 120i prata, dirigida por Heitor.
Com o impacto, Matheus foi arremessado para fora do veículo e acabou atropelado por dois outros carros que passavam pela rodovia. Ele morreu no local. O motorista do aplicativo sobreviveu e foi socorrido com ferimentos leves.
“O passageiro foi projetado para fora do veículo e, em seguida, atropelado por dois outros veículos que transitavam pela via”, registrou o boletim de ocorrência.
Na ocasião, Heitor foi levado à delegacia, prestou depoimento e foi liberado. O caso foi registrado inicialmente como homicídio culposo na direção de veículo automotor, mas o inquérito evoluiu para apurar homicídio com dolo eventual, já que o motorista teria assumido o risco de causar o resultado fatal.
O corpo de Matheus foi velado e cremado em São José dos Campos, onde morava e trabalhava como corretor de imóveis.
Foto de capa: Divulgação










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